Toledo (província)
Toledo | |
|---|---|
| Província de Toledo | |
| Gentílico | toledano, -a[1] |
| Coordenadas: 39° 52′ N, 4° 01′ O | |
| País | Espanha |
| Comunidade autônoma | Castela-Mancha |
| Divisão territorial | 30 de novembro de 1833[2] |
| Capital | Toledo |
| Subdivisões | 204 municípios 7 partidos judiciais[3] 10 comarcas turísticas[4] |
| Governo | |
| • Tipo | Deputação Provincial de Toledo |
| • Presidente | Concepción Cedillo[5] |
| Área | |
| • Total [6] | 15 369,34 km² |
| Altitude(média)[7] | 590 m |
| Altitude máx.[8] | 1 448 m |
| • Posição | Rocigalgo |
| População | |
| • Total (2025) [9] | 755 081 hab. |
| • Posição | 22.ª província mais populosa; 1,54% da população espanhola |
| Densidade | 49,1 hab./km² |
| Clima | Mediterrânico |
| Área relativa | 8.ª maior província; 3,04% do território espanhol[6] |
| Congresso | 6 deputados[10] |
| Senado | 4 senadores[10] |
| Cortes de Castela-Mancha | 9 deputados[11] |
| Deputação provincial | 27 membros[12] |
| Língua oficial | Espanhol[13] |
| Código ISO | ES-TO[14] |
| Sítio | https://www.diputoledo.es/ |
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Toledo é uma província da Espanha, situada na parte ocidental da comunidade autônoma de Castela-Mancha, com capital na cidade homônima de Toledo. O censo anual do Instituto Nacional de Estatística registrou 755 081 habitantes em 1 de janeiro de 2025.[9] A província é formada por 204 municípios.[3]
O Tejo atravessa a província de leste a oeste, passando pelas cidades de Toledo e Talavera de la Reina, e abre um vale ao norte do qual se ergue a serra de San Vicente, enquanto os Montes de Toledo se estendem ao sul. No sudeste encontra-se a planície de La Mancha.[15] A província limita-se ao norte com Ávila e Madrid, a leste com Cuenca, ao sul com Cidade Real, a sudoeste com Badajoz e a oeste com Cáceres.[6]
Símbolos
[editar | editar código]O brasão anteriormente utilizado pela Deputação Provincial de Toledo era semelhante ao da capital, distinguindo-se pela presença das Colunas de Hércules junto à águia imperial. Reunia as armas esquarteladas de Castela e Leão, com Granada na ponta, e o colar da Ordem do Tosão de Ouro. A composição era representada em campo de prata, com uma águia de asas abertas, de negro, bicada e membrada de ouro, com língua e unhas de vermelho, encimada pela coroa imperial.[carece de fontes] As colunas laterais assentavam sobre ondas azuis, eram coroadas e ostentavam a divisa Plus Ultra.[16][17]
Uma nova versão do brasão e da bandeira foi aprovada por unanimidade pelo plenário da Deputação em 19 de outubro de 2012. A aprovação definitiva pelo governo de Castela-Mancha ocorreu por meio da ordem de 13 de maio de 2013, publicada no Diario Oficial de Castilla-La Mancha de 29 de maio. A reforma, baseada num parecer da Real Academia de Bellas Artes y Ciencias Históricas de Toledo, procurou distinguir mais claramente os símbolos da província dos da cidade.[17]

A descrição heráldica aprovada para o brasão estabelece:[18]
Águia bicéfala de negro, com escudo partido em dois campos: o primeiro esquartelado de Castela e Leão e o segundo de azul, com uma coroa imperial de ouro. Timbre de coroa imperial, rematada pelo globo e pela cruz; o colar do Tosão de Ouro rodeia o escudo. De cada lado, as Colunas de Hércules sobre duas ondas azuis, também encimadas por coroas imperiais, com a divisa Plus Ultra.
A bandeira é verde, ou sinopla, e apresenta esse brasão. O verde foi mantido na reforma de 2013 em razão de seu uso tradicional pela instituição.[18][17]
Geografia
[editar | editar código]A província faz fronteira com a Comunidade de Madrid e com as províncias de Ávila, em Castela e Leão, Cáceres e Badajoz, na Estremadura, além das províncias de Cuenca e Cidade Real, também pertencentes a Castela-Mancha. A superfície registrada pelo Instituto Geográfico Nacional é de 15 369,34 km².[6]

Na descrição dos limites provinciais publicada por Eduardo de Mariátegui em 1866, o limite setentrional começava na confluência da garganta de Alardos com o Tiétar e acompanhava o rio até alcançar Fresnedilla. Prosseguia ao sul dessa localidade e de Higuera de las Dueñas, que ficavam na província de Ávila, e ao sul de Cenicientos, até o Alberche, que atravessava ao norte de Méntrida. Entre Navalcarnero e Casarrubios del Monte, cruzava o Guadarrama a jusante de Batres; passava ao norte de Carranque, Ugena e Seseña e alcançava o Jarama abaixo da confluência com o Tajuña. Seguia então pela margem direita do Tejo até o sul de Villamanrique de Tajo, onde mudava de direção para leste, passando ao sul de Zarza de Tajo até atingir o Rio Riánsares, ao sul de Tarancón.[19] Em alguns trechos, o limite passa ao sul ou ao norte do leito do Tiétar.[carece de fontes]

O limite oriental descrito por Mariátegui acompanhava o Riánsares até sua confluência com um curso de água proveniente das proximidades de Rozalén del Monte. Dali tomava a direção sudeste, atravessava o Rio Cigüela e passava entre Villamayor de Santiago e Villanueva de Alcardete, e entre Mota del Cuervo e El Toboso, até alcançar o noroeste de Pedro Muñoz.[19]
O limite meridional seguia desse ponto pelo norte de Cristo de Villajos, Campo de Criptana e Alcázar de San Juan, alcançando o Cigüela a jusante e ao sul da lagoa de Quero. Acompanhava o rio até o município de Herencia, passando ao norte da povoação e das estalagens de Puerto Lápice, pelas nascentes dos cursos de água Amarguillo e Valdespino, até Piedraescrita, Minas de Santa Quiteria e o encontro com o Guadarranque.[19]
O limite ocidental descrito por Mariátegui remontava o Guadarranque até a nascente e passava entre Torrebuena e Carrascalejo, a leste de Villar del Pedroso, até El Puente del Arzobispo. Prosseguia a oeste de Valdeverdeja e Calzada de Oropesa, até retornar à confluência do Tiétar com a garganta de Alardos. O autor ressalvava que o sítio real de Aranjuez, incluído no contorno assim descrito, pertencia à província de Madrid.[19] No setor fronteiriço de Aldeanueva de San Bartolomé, a ligação com a estrada que passa por Carrascalejo e Villar del Pedroso consta do catálogo rodoviário de Cáceres, no qual a CC-434 é descrita como o acesso da CC-432 ao limite de Toledo, em direção a Aldeanueva.[20]
Orografia
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A província apresenta uma altitude média de aproximadamente 590 m. O quadro descritivo divulgado pela Deputação Provincial de Toledo, que utiliza uma superfície de 15 368 km², distribui-a em 6 285 km² entre 201 e 600 m de altitude, 8 620 km² entre 601 e 1 000 m e 463 km² entre 1 001 e 2 000 m.[7] Essa distribuição hipsométrica também consta do estudo provincial sobre herpetofauna publicado em 2007.[15]
Na margem direita do Tejo, a declividade é da ordem de 2‰, com campos amplos e ondulações suaves, cortados por rios e ribeiras de várzeas extensas. Na margem esquerda, o terreno se eleva mais abruptamente, com torrentes, quebradas e gargantas profundas, e a declividade chega a cerca de 60‰. A aproximadamente 3 000 m do rio e 200 m acima dele, as encostas mais acentuadas dão lugar a uma superfície suavemente ondulada, interrompida por elevações isoladas, entre as quais a serra de Nambroca, cujo cerro Marica alcança cerca de 944 m,[21] a serra de Noez (1 035 m) e a serra de Layos (1 048 m).[7]

Nos Montes de Toledo, ao sul da província, distinguem-se três alinhamentos principais. Um deles é formado pela serra de Yébenes e seus prolongamentos, as serras do Castañar e do Vedado, que alcançam o porto de Milagro e têm no pico do Amor, com cerca de 1 380 m, sua maior elevação. A memória do mapa geológico de Los Yébenes registra 1 377 m para esse cume.[22] Segue-se a serra de San Pablo, com o Peñafiel (1 420 m), e os maciços de Corral de Cantos (1 419 m) e Rocigalgo, entre as maiores altitudes do setor provincial dos montes.[7] Para o Rocigalgo, a informação da rede de áreas protegidas de Castela-Mancha indica 1 448 m.[8]

Ao sul da serra de Yébenes estende-se a serra de Guadalerzas, cujas elevações incluem o cerro de la Alberquilla (993 m) e Valdelacárcel (1 038 m). Essas formações se ligam à serra da Calderina, que se ergue abruptamente a leste e contém o Morrón Grande (1 203 m) e o Alamillo (1 213 m).[7]
Na Mancha Alta de Toledo, predominam extensões planas, a cerca de 700 m de altitude; a caracterização regional de Fernando Jiménez de Gregorio indica 720 m para a planície manchega.[23] O relevo apresenta ondulações suaves e pequenas elevações, como a serra do Romeral, entre Villacañas e El Romeral, e a serra do Gollizno, em Corral de Almaguer. O cerro Gollino, também conhecido como Gollizno ou serra de Almaguer, foi descrito em um estudo arqueológico como uma elevação de altitude média de 810 m, mais de 100 m acima do terreno circundante.[24] O vértice geodésico instalado no ponto mais alto do cerro possui altitude de 833,707 m na base do pilar, aproximadamente 834 m acima do nível médio do mar.[25]
O relevo montanhoso é completado, a noroeste, pela serra de San Vicente, prolongamento do Sistema Central que avança da Serra de Gredos em direção a Talavera de la Reina. Seus principais cumes são San Vicente (1 321 m), Los Pelados (1 331 m) e Las Cruces (1 368 m).[7] A serra separa as bacias dos rios Tiétar, ao norte, e Alberche, ao sul.[15]
A erosão diferencial removeu parte das ardósias argilosas e deixou em relevo os quartzitos, mais resistentes. Nas áreas de afloramentos graníticos, são frequentes os blocos rochosos isolados e sobrepostos, conhecidos em espanhol como piedras caballeras.[7]
Hidrografia
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A maior parte da província integra a bacia hidrográfica do Tejo, enquanto setores do sul e do leste pertencem à bacia hidrográfica do Guadiana. Nessa última encontram-se o Rio Cigüela, o Estena, o Amarguillo e o Rio Riánsares. O Tejo atravessa a província de leste a oeste, recebendo, entre outros afluentes, o Alberche, o Tiétar, o Guadarrama e o Algodor.[15]
A descrição hidrográfica de Mariátegui, publicada em 1866, acompanha o Tejo desde sua entrada na província, na região de Aranjuez, em direção a sudoeste. O autor descreve a margem direita como uma escarpa elevada, sobre a qual se situam Añover de Tajo e Mocejón, interrompida pelo curso encaixado da ribeira Guadalén, proveniente de Moraleja.[26]

Na mesma descrição, os cursos de água denominados Algodor e Guazalate abriam grandes ravinas nas colinas da margem esquerda, junto à Mesa de Ocaña. O Algodor era descrito como nascendo perto de Los Yébenes e acompanhando a vertente meridional da serra homônima, pelos territórios de Orgaz, Mora e Tembleque, até se unir ao Cedrón. Este corria de leste a oeste por um vale delimitado pela encosta do Madero e pela povoação de La Guardia. Mariátegui fazia os dois cursos seguirem para Villasequilla e depois para o Tejo, com reduzida vazão. Também situava perto de Orgaz a nascente do Guazalate, que descrevia atravessando uma região pouco povoada antes de desembocar no Tejo entre Ain e Cañete.[26] A descrição hidrográfica do estudo ambiental da linha ferroviária Madrid–Oropesa distingue, porém, o Algodor da ribeira Cedrón, também denominada Melgar ou Martín Román: esta nasce perto de Villatobas e deságua diretamente na margem esquerda do Tejo, no município de Aranjuez, próximo de Villamejor.[27]
O Tejo mantém a direção geral até a capital provincial, onde descreve um meandro entre as pontes de Alcántara e de San Martín. Entre escarpas elevadas, continua para oeste ao pé da área dos Cigarrales, até receber, pela margem direita, o Guadarrama. Na descrição de 1866, este último nascia na serra homônima, na região dos portos de Fuenfría e de Navacerrada, entrava na província em direção a sudoeste e delimitava os partidos judiciais de Toledo e Torrijos antes de desaguar no Tejo.[26]

A jusante da foz do Guadarrama, Mariátegui enumerava, na margem esquerda do Tejo, o Guajaraz; o Cuevas, proveniente das elevações de San Pablo e que passava por Menasalbas e Gálvez; o Torcón, que descia do pico de la Galinda; o Pusa, cujo vale era um pouco mais amplo e cuja foz ficava junto a La Pueblanueva; e o Sangrera, que atravessava terrenos geralmente planos até San Bartolomé de las Abiertas e o despovoado homônimo. Na margem direita, destacava pequenos cursos de água nas proximidades de Albarreal de Tajo, La Puebla de Montalbán, El Carpio de Tajo e Mesegar de Tajo, antes da confluência com o Alberche.[26] Entre os cursos de água paralelos ao Torcón e ao Pusa encontra-se também o Cedena, afluente da margem esquerda do Tejo.[28]
O Alberche é um dos principais afluentes da margem direita do Tejo. Nasce no Sistema Central, no município de San Martín de la Vega del Alberche, em Ávila, e desemboca no Tejo em Talavera de la Reina.[29] A descrição histórica situava sua nascente entre a serra da Paramera e a Serra de Gredos; após atravessar Ávila e Madrid, entrava no partido de Escalona em direção a sudoeste, passando por Méntrida, Escalona, Cardiel de los Montes e Cazalegas. Recebia pequenos afluentes pela direita e seguia pelo bosque e pela torre de Salinas antes de se juntar ao Tejo.[26]
Na continuação do percurso descrito por Mariátegui, o Tejo passava por Talavera de la Reina, Las Herencias, Azután e El Puente del Arzobispo, antes de alcançar a província de Cáceres. Pela esquerda recebia os cursos provenientes das encostas e vales de La Jara, entre eles o Gévalo, o Uso e o Pedroso. Pela direita, o leito era delimitado pelas ramificações do relevo que separa o Tejo do Tiétar. Este nasce e desemboca fora da província, mas percorre parte de sua faixa setentrional. A área entre os dois rios era descrita como aberta e povoada de azinheiras e sobreiros.[26]
Na bacia do Rio Guadiana, o Rio Cigüela recebe o Rio Riánsares e o Amarguillo.[30] Segundo o percurso registrado em 1866, o Cigüela nascia nos altos de Cabrejas e entrava no partido de Quintanar de la Orden próximo de Villanueva de Alcardete, seguindo para Quero. O Riánsares, proveniente da serra de Altomira, entrava na província por Cabezamesada e Corral de Almaguer, passando entre La Puebla de Don Fadrique, atual La Villa de Don Fadrique, e Villacañas, e juntava-se ao Cigüela a jusante de La Puebla de Almoradiel. Mariátegui descrevia o desvio de água para a lagoa de Villafranca de los Caballeros e a recepção, pela margem direita, do Amarguillo, que descia dos montes de Urda, passava ao pé do castelo de Consuegra e atravessava essa povoação e Madridejos. A obra também registrava a antiga discussão sobre a identificação do Cigüela com o alto Guadiana.[26]
Clima
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Predomina um clima mediterrânico com influência da continentalidade, associada à altitude e à distância do mar, com invernos e verões prolongados, respectivamente frios e quentes. Nas áreas montanhosas do norte e do sul, a altitude e a orientação das encostas condicionam as temperaturas e as precipitações. O contraste entre estações é acentuado, mesmo no oeste, onde a influência atlântica torna os invernos relativamente mais amenos.[15]
Em termos gerais, a metade oriental apresenta maiores contrastes térmicos e menor precipitação, enquanto a ocidental recebe influência atlântica mais pronunciada, sobretudo nos vales do Tiétar, do Alberche e do Tejo. A precipitação tende a diminuir de oeste para leste e a aumentar nas áreas montanhosas.[15] As diferenças climáticas acompanham contrastes agrários históricos: em La Sagra e La Mancha, destacam-se os cereais, a vinha e a criação de ovinos; na região de Talavera, protegida ao norte pela Serra de Gredos e atravessada por rios e ribeiras, a irrigação favoreceu culturas como milho, batata, tabaco e tomate, além da criação de bovinos. O cultivo de batata em Talavera já era documentado nos ensaios do Ministério da Agricultura da década de 1940,[31] enquanto estudos sobre os povoados de colonização do século XX registram o cultivo de milho, tabaco e tomate e as transformações posteriores desses espaços agrários.[32] As temperaturas mais baixas costumam ocorrer em janeiro, e as máximas absolutas na segunda quinzena de julho e em agosto.[7]
A descrição climática divulgada pela Deputação Provincial destaca a secura atmosférica durante cerca de dois terços do ano e a maior umidade relativa entre novembro e fevereiro, com valores mais elevados nas montanhas e menores em La Mancha.[7] A umidade e a estabilidade atmosférica do inverno favorecem a formação de nevoeiros no vale do Tejo. Na estação de Toledo, os valores normais da Agência Estatal de Meteorologia para 1982–2010 registram as maiores frequências de nevoeiro em dezembro e janeiro.[33]
A indicação de abril como mês habitualmente mais chuvoso, presente na descrição da Deputação Provincial, não é uniforme para todas as estações e períodos de referência.[7] Na estação de Toledo, em 1982–2010, a precipitação média mensal mais elevada ocorreu em outubro, com 48 mm, seguida por maio, com 44 mm; abril registrou 39 mm. A média anual foi de 342 mm, com mínimos estivais de 7 mm em julho e 9 mm em agosto.[33]
Natureza
[editar | editar código]Geologia
[editar | editar código]Nas proximidades de Mazarambroz, situa-se uma faixa de deformação milonítica associada ao bloco inferior de uma falha extensional tardia da orogenia varisca. Ela separa, ao norte, o domo migmatítico de Toledo das rochas metassedimentares e do granito tardicinemático de Mora–Las Ventas, ao sul. O Inventário Espanhol de Lugares de Interesse Geológico identifica a formação como CI147 e registra afloramentos nos municípios de Mazarambroz e Noez.[34]
Organização territorial
[editar | editar código]Municípios
[editar | editar código]A província é constituída por 204 municípios, distribuídos por sete partidos judiciais, cujas sedes são Illescas, Ocaña, Orgaz, Quintanar de la Orden, Talavera de la Reina, Toledo e Torrijos.[3]

Segundo a revisão do registro municipal de habitantes (padrón municipal) do INE, os vinte municípios mais populosos em 1 de janeiro de 2025 eram os seguintes.[35] O total provincial dessa operação estatística era de 750 815 habitantes; o censo anual da mesma data registrava 755 081, por se tratar de uma operação estatística distinta.[36][9]
| N.º | Município | Habitantes | N.º | Município | Habitantes | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Toledo | 87 216 | 11 | Bargas | 11 274 | |
| 2 | Talavera de la Reina | 83 803 | 12 | Madridejos | 10 088 | |
| 3 | Illescas | 33 301 | 13 | Mora | 10 064 | |
| 4 | Seseña | 30 907 | 14 | Consuegra | 9767 | |
| 5 | Ocaña | 15 560 | 15 | Villacañas | 9411 | |
| 6 | Torrijos | 14 307 | 16 | Olías del Rey | 9174 | |
| 7 | Yuncos | 13 189 | 17 | La Puebla de Montalbán | 8144 | |
| 8 | Fuensalida | 12 669 | 18 | Casarrubios del Monte | 7424 | |
| 9 | Sonseca | 11 452 | 19 | Argés | 7178 | |
| 10 | Quintanar de la Orden | 11 355 | 20 | Yeles | 6514 |
Em 2025, o município da capital reunia 11,62% dos habitantes da província, a 48.ª proporção entre as cinquenta províncias espanholas, superior apenas às de Cádis e Pontevedra. As cinquenta capitais provinciais concentravam, em conjunto, 31,79% da população total da Espanha, incluindo as cidades autônomas no total nacional.[36]
Os municípios de maior extensão territorial são Los Yébenes, Consuegra, Los Navalucillos, Oropesa e Corral de Almaguer.[37]
Entidades de âmbito territorial inferior ao município
[editar | editar código]A província conta com nove entidades de âmbito territorial inferior ao município (EATIM) inscritas no Registro de Entidades Locais:[38]
| Nome | Município | |
|---|---|---|
| Alberche del Caudillo | Calera y Chozas | |
| El Bercial | Alcolea de Tajo | |
| Bernúy | Malpica de Tajo | |
| Buenasbodas | Sevilleja de la Jara | |
| El Casar de Talavera | Talavera de la Reina | |
| Gamonal | Talavera de la Reina | |
| La Rinconada de Tajo (Rinconada no registro) | La Puebla de Montalbán | |
| Talavera la Nueva | Talavera de la Reina | |
| Las Vegas y San Antonio (Las Vegas no registro) | La Pueblanueva |
Comarcas
[editar | editar código]Para a divulgação turística, a Deputação Provincial agrupa os municípios em dez comarcas.[4] As delimitações comarcais variam conforme a finalidade e o critério utilizado; estudos geográficos também empregam regionalizações diferentes.[39] A designação mais ampla Terras de Talavera abrange comarcas da área de influência de Talavera de la Reina.[40]
A tabela segue o agrupamento publicado pela Deputação. A população corresponde à soma dos registros municipais de 1 de janeiro de 2025, e a área, à soma das superfícies municipais constantes do Registro de Entidades Locais.[35][37]
Demografia
[editar | editar código]| População da província de Toledo nos censos (habitantes) |
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| População de direito até 1991; população residente a partir de 2001. O valor de 2025 pertence ao censo anual. Fonte: INE.[51][9] |
| Ano | Habitantes |
|---|---|
| 2005 | 598 256 |
| 2012 | 711 228 |
| 2018 | 687 391 |
| 2020 | 703 772 |
| 2022 | 713 453 |
| 2025 | 750 815 |
O registro municipal de 2012 contabilizava 711 228 habitantes na província. Naquele ano, Talavera de la Reina, com 88 755 habitantes, era o município mais populoso da província; Illán de Vacas, com dois habitantes, era o menos populoso da Espanha.[53] Em 2025, esses municípios tinham, respectivamente, 83 803 e oito habitantes, enquanto Toledo, com 87 216, ocupava a primeira posição provincial.[35]
Durante o século XX, a província enviou numerosos emigrantes sobretudo para Madrid. Ao mesmo tempo, recebeu população de áreas próximas, entre elas a Estremadura, incluindo Cáceres, e a província de Ávila, sobre as quais Talavera de la Reina exercia influência.[54] Desde as últimas décadas daquele século, a expansão metropolitana de Madrid favoreceu movimentos no sentido inverso, combinando o retorno de antigos emigrantes com a chegada de madrilenos e de imigrantes estrangeiros. As comunicações com a capital espanhola, o acesso a serviços e os preços relativamente menores das habitações contribuíram para a expansão residencial, particularmente em La Sagra, na região de Escalona e na Mesa de Ocaña.[55]
No período de 2000 a 2020, o crescimento concentrou-se nos municípios próximos de Madrid e nas áreas de influência de Toledo e Talavera de la Reina, enquanto muitos municípios mais afastados, sobretudo no sul e sudoeste, perderam população. Entre 2015 e 2020, a própria Talavera de la Reina apresentou redução populacional, embora alguns municípios de sua periferia setentrional continuassem a crescer.[39]
- População por município em 2018
- Densidade populacional por município em 2018
- Crescimento populacional por município entre 1998 e 2008
- Crescimento populacional por município entre 2008 e 2018
Política
[editar | editar código]Deputação provincial
[editar | editar código]O governo provincial é exercido pela Deputação Provincial de Toledo, cujo plenário tem 27 membros. A corporação constituída em 27 de julho de 2023, para o mandato de 2023–2027, reunia treze representantes do Partido Popular, treze do Partido Socialista Operário Espanhol e um do Vox. Na mesma sessão, Concepción Cedillo foi eleita presidente.[12] Cedillo permanecia no exercício da presidência em 2026.[5]
Representação parlamentar
[editar | editar código]A circunscrição eleitoral de Toledo elege seis deputados ao Congresso dos Deputados e quatro senadores ao Senado da Espanha, conforme a distribuição prevista na convocatória das eleições gerais de 2026.[10] Nas Cortes de Castela-Mancha, a província dispõe de nove cadeiras, segundo a distribuição aplicada às eleições autonômicas de 2023.[11]
Cultura
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O folclore da província inclui paloteos (danças de paus), outras danças, cortejos musicais, seguidilhas castelhanas, toques de procissão e danças da bandeira. A dulzaina e o tamboril eram instrumentos frequentes nesse repertório; em algumas localidades foram substituídos por instrumentos de cordas ou bandas de música. A documentação etnográfica registra tanto práticas conservadas quanto tradições que deixaram de ser executadas.[56][57]

Entre as manifestações locais registradas encontram-se:
- Tinaní, de Quismondo.[58]
- Paloteos e outras danças de Escalonilla.[56]
- Paloteos e outras danças de Méntrida.[57]
- Jota dos Gigantones y Cabezudos, ou da dulzaina, de Torrijos.[57]
- Cortejo dos cavalos e baile del montante, em El Carpio de Tajo,[57] além do cortejo da soldadesca de Carnaval.[carece de fontes]
- Toque de procissão, seguidilhas castelhanas e rigodón, de La Mata.[57]
- Jota do tío Vicente, toque da procissão de São Pedro Cátedra de Antioquia e seguidilhas de Carriches.[57]
- Dança da bandeira nas festas do Cristo da Caridade, de Santa Olalla.[57]
- Dança da bandeira de Cebolla.[57]
- Danças de Alcabón.[57]
- Seguidillas del cordón e paloteo, de La Puebla de Montalbán.[57]
- Tejer el cordón, de Gerindote.[57]
- Dança do cordão de Santa Cruz del Retamar.[57]
- Danças de Maqueda.[57]
- Tejetecordón, de El Real de San Vicente.[57]
- Paloteos e outras danças de Villacañas.[57]
- Paloteos e outras danças de Villanueva de Alcardete.[57]
- Danças de Cabezamesada,[57] entre elas a dança do cordão.[carece de fontes]
- Dança do cordão de Villatobas, descrita no levantamento de 2017 como uma tradição que já não se realizava.[57]
- Danças do Auto de Navidad, de Marjaliza.[56]
- Seguidilhas castelhanas e toque da procissão do santo, de Carmena.[57]
- Dança da bandeira e jota de la rifa, de Villaseca de la Sagra.[57][59]
- Danças de Novés, entre elas a Calesera.[58]
- Seguidilhas castelhanas de São João, de Huecas.[57]
Na cidade de Toledo, a dulzaina e o tamboril também acompanhavam os gigantões e as gigantillas, tradição registrada no século XIX. O programa municipal do Corpus Christi de 2023 anunciou a recuperação desse acompanhamento musical.[60]
Ver também
[editar | editar código]- Lista de municípios de Toledo, relação dos municípios da província.
- Culinária da Espanha, contexto nacional das tradições gastronômicas locais.
- Talavera de la Reina, município associado à tradição cerâmica provincial.
- Parque Nacional de Cabañeros, área protegida compartilhada com a província de Cidade Real.
- Províncias da Espanha, organização territorial em que se insere Toledo.
Referências
- ↑ «toledano, na». Diccionario de la lengua española (em espanhol). Real Academia Española. Consultado em 28 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2020
- ↑ «Real decreto de 30 de noviembre de 1833 sobre la división civil del territorio español» (PDF). Gaceta de Madrid (em espanhol). Agencia Estatal Boletín Oficial del Estado. 3 de dezembro de 1833. Consultado em 28 de outubro de 2026
- 1 2 3 «Toledo: mapa de la provincia y partidos judiciales de su ámbito territorial» (PDF) (em espanhol). Ministerio de la Presidencia, Justicia y Relaciones con las Cortes. 21 de abril de 2026. Consultado em 28 de outubro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 29 de maio de 2023
- 1 2 «Comarcas: introducción» (em espanhol). Diputación Provincial de Toledo. Consultado em 28 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2024
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Partes deste artigo incorporam texto de Crónica de la provincia de Toledo (1866), de Eduardo de Mariátegui (morto em 1880), obra em domínio público.
Bibliografia
[editar | editar código]- Mariátegui, Eduardo de (1866). Crónica de la provincia de Toledo (em espanhol). Madrid: Ronchi y compañía. pp. VII–IX
Ligações externas
[editar | editar código]- Província de Toledo, no portal oficial de turismo da Espanha (em português)
- Parque Nacional de Cabañeros, no portal oficial de turismo da Espanha (em português)
- Fabricação artesanal de cerâmica de estilo talaverano, no portal oficial de turismo da Espanha (em português)
- Consuegra, no portal oficial de turismo da Espanha (em português)
- Deputação Provincial de Toledo (em castelhano)
- Mapa da província de Toledo no OpenStreetMap




