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Pocket Books

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pocket Books
Divisão editorial
Fundação1939
Fundador(es)Richard L. Simon
M. Lincoln Schuster
Robert Fair de Graff
Sede1230 Avenue of the Americas,
Rockefeller Center,
Nova Iorque, Estados Unidos
Empresa-mãeSimon & Schuster
Websitewww.pocketbooks.com

Pocket Books é uma divisão editorial estadunidense da Simon & Schuster dedicada principalmente à publicação de livros em brochura.[1][2]

História

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No início de 1939, a Pocket Books lançou nos Estados Unidos os primeiros livros de bolso em brochura produzidos para o mercado de massa e revolucionou a indústria editorial. A editora alemã Albatross Books havia introduzido em 1931, sob a direção de Kurt Enoch, a ideia de uma coleção de edições em brochura identificadas por cores. A Penguin Books, no Reino Unido, aperfeiçoou o modelo em 1935 e, no ano seguinte, já tinha um milhão de livros impressos.

O sucesso da Penguin inspirou o empresário Robert Fair de Graff, que se associou aos editores Richard L. Simon, M. Lincoln ("Max") Schuster e Leon Shimkin, da Simon & Schuster, para levar o conceito ao mercado dos Estados Unidos com a fundação da Pocket Books.[3] Os livros custavam 25 centavos de dólar e traziam o logotipo de Gertrude, a canguru cujo nome homenageava a sogra do artista Frank Lieberman. A política editorial concentrava-se em reedições de literatura leve, não ficção popular e histórias de mistério, combinada com uma estratégia de venda fora dos canais tradicionais de distribuição. O formato pequeno, de aproximadamente 10,8 × 16,5 cm, e o uso de encadernação colada em vez de costurada reduziam os custos.

Os dez primeiros títulos numerados da Pocket Books foram publicados em maio de 1939, com tiragem de cerca de 10.000 exemplares cada:

  1. Lost Horizon, de James Hilton
  2. Wake Up and Live, de Dorothea Brande
  3. Five Great Tragedies, de William Shakespeare
  4. Topper, de Thorne Smith
  5. The Murder of Roger Ackroyd, de Agatha Christie
  6. Enough Rope, de Dorothy Parker
  7. Wuthering Heights, de Emily Brontë
  8. The Way of All Flesh, de Samuel Butler
  9. The Bridge of San Luis Rey, de Thornton Wilder
  10. Bambi, A Life in the Woods, de Felix Salten[4]

A lista reúne sete romances, sendo o mais recente Lost Horizon, publicado seis anos antes, em 1933, dois clássicos, Shakespeare e Wuthering Heights, ambos fora de direitos autorais, um romance de mistério, um livro de poesia, Enough Rope, e um livro de autoajuda.

A edição de Wuthering Heights entrou na lista de mais vendidos e, ao fim da primeira semana, esgotou a tiragem inicial de 100.000 exemplares.[5] Até o fim do ano, a Pocket Books havia vendido mais de 1,5 milhão de exemplares. Robert de Graff continuou ajustando a seleção de títulos, com mais obras ligadas a filmes e maior espaço para romances de mistério, em especial os de Christie e Erle Stanley Gardner.

A Pocket e suas imitadoras prosperaram durante a Segunda Guerra Mundial, pois a escassez de materiais favorecia o formato. Durante a guerra, a Pocket processou a Avon Books por violação de direitos autorais. Entre outros pontos, um tribunal do estado de Nova Iorque decidiu que a Pocket não tinha direito exclusivo ao formato de bolso. Pocket e Avon publicavam, entre outras obras, edições em brochura da série de mistério The Saint, de Leslie Charteris.

Em 1944, os proprietários fundadores venderam a empresa a Marshall Field III, dono do jornal Chicago Sun. Depois da morte de Field, em 1957, Leon Shimkin, sócio da Simon & Schuster, e James M. Jacobson compraram a Pocket Books por 5 milhões de dólares.[3] A Simon & Schuster adquiriu a Pocket em 1966.

Phyllis E. Grann, que mais tarde se tornaria a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO de uma grande editora, foi promovida para dirigir a Pocket Books sob o então CEO Richard E. Snyder. Grann deixou a empresa em 1976 para trabalhar na Putnam.[6]

Em 1981, Baby and Child Care, de Benjamin Spock, constava como o maior sucesso de vendas da empresa, com 28 milhões de exemplares vendidos até então. A Pocket havia adquirido o título em 1946.[4]

Em 1989, The Dieter, de Susan Sussman, tornou-se o primeiro livro de capa dura publicado pela Pocket Books.

Por muitos anos, a Pocket publicou obras de ficção popular baseadas em filmes ou séries de televisão, como a franquia Star Trek, pertencente a duas antigas empresas do mesmo grupo da Pocket, CBS Television Studios e Paramount Pictures. Desde que obteve a licença de Star Trek da Bantam Books em 1979, com a publicação da romantização de Star Trek: The Motion Picture, a Pocket publicou centenas de obras originais e adaptadas baseadas na franquia e continua publicando um novo romance por mês.[7][8] A partir de 2017, com romances baseados em Star Trek: Discovery, as linhas de romances de Star Trek foram transferidas gradualmente para o selo Gallery Books, da Simon & Schuster.

A Pocket também publicou romances baseados em Buffy the Vampire Slayer. Um dos produtos de Buffy credita a autoria a Gertrude Pocket, referência ao logotipo do canguru da empresa. Os romances de Buffy passaram a ser publicados pela Simon Spotlight Entertainment, outra divisão da Simon & Schuster. A Pocket Books também detém os direitos de publicação de The Crow, de James O'Barr.

Selos editoriais

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  • Baen Books, ficção científica e fantasia, com distribuição pela Pocket, inclusive a série Honor Harrington
  • Cardinal Edition
  • Downtown Press, chick lit
  • Gallery Books
  • G-Unit Books
  • Juno Books, anteriormente um selo da Wildside Press
  • MTV/VH1 Books
  • Paraview Pocket Books
  • Permabooks
  • Pocket Star Books, obras ligadas a outras mídias e livros digitais
  • Threshold Editions, títulos conservadores
  • WWE Books

Selos extintos

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Referências

  1. Fein, Esther B. (29 de abril de 1992). «The Media Business; Pocket Books Publisher To Bantam». The New York Times. Consultado em 9 de novembro de 2019
  2. McDowell, Edwin (24 de novembro de 1988). «Herbert Alexander, Pocket Books Editor And Publisher, 78». The New York Times. Consultado em 9 de novembro de 2019
  3. 1 2 Silverman, Al (2008). The Time of Their Lives: The Golden Age of Great American Publishers, Their Editors and Authors. [S.l.]: Truman Talley. pp. 256–257. ISBN 978-0312-35003-1
  4. 1 2 Ennis, Thomas W. (3 de novembro de 1981). «Robert F. De Graff Dies At 86; Was Pocket Books Founder». The New York Times. Consultado em 9 de novembro de 2019
  5. «How Paperbacks Transformed the Way Americans Read». Mental Floss (em inglês). 19 de abril de 2014. Consultado em 3 de julho de 2024
  6. Maneker, Marion (21 de janeiro de 2002). «Now for the Grann Finale». New York Magazine. Consultado em 9 de novembro de 2019
  7. Raugust, Karen (8 de julho de 2016). «For Star Trek Books, the Voyage Shows No Sign of Stopping». Publishers Weekly. Consultado em 9 de novembro de 2019
  8. Raugust, Karen (24 de maio de 2013). «Star Trek Publishing Program Moves at Warp Speed». Publishers Weekly. Consultado em 9 de novembro de 2019

Ver também

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  • Livro de bolso, formato que a Pocket Books levou ao mercado de massa nos Estados Unidos
  • Simon & Schuster, empresa da qual a Pocket Books é uma divisão
  • Penguin Books, editora britânica cujo modelo inspirou a criação da Pocket Books
  • Selo editorial, estrutura comercial usada para publicar obras sob marcas editoriais distintas

Ligações externas

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