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The New Republic

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
The New Republic
Editor-chefeWin McCormack[1]
EditorMichael Tomasky
CategoriaRevista editorial
Frequência10 edições por ano
EditoraMichael Caruso
Fundação7 de novembro de 1914
PaísEstados Unidos
Baseada emWashington, D.C. (redação) e Nova Iorque (operações)
Idiomainglês
Sítiohttps://newrepublic.com/
ISSN0028-6583 (impresso)
2169-2416 (web)
OCLC1759945

The New Republic (muitas vezes abreviada como TNR) é uma revista norte-americana dedicada à política interna, notícias, cultura e artes. Publica 10 edições impressas por ano e mantém uma plataforma online atualizada diariamente. O The New York Times escreveu que a revista foi fundada em parte na sala de estar de Theodore Roosevelt e se tornou conhecida pelo "rigor intelectual e pelas posições políticas inclinadas à esquerda".[2]

História

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1914–1974: primeiros anos

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Fundada em 1914 por integrantes do movimento progressista, a revista procurou equilibrar "um liberalismo centrado na paixão humanitária e moral e outro baseado num ethos de análise científica".[3]

The New Republic foi fundada por Herbert Croly, Walter Lippmann e Walter Weyl. Eles obtiveram o apoio financeiro da herdeira Dorothy Payne Whitney e de seu marido, Willard Straight, que acabaria se tornando o proprietário majoritário. A primeira edição da revista foi publicada em 7 de novembro de 1914. Sua orientação política era liberal e progressista, e tratava das grandes mudanças provocadas pelos esforços reformistas da classe média para corrigir problemas percebidos na economia e na sociedade norte-americanas. O liberalismo defendido em suas páginas passou a dar mais espaço ao intervencionismo governamental dentro e fora do país. Uma das mudanças que recebiam atenção era a ascensão dos Estados Unidos à condição de grande potência no cenário internacional. Em 1917, TNR defendeu a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial ao lado dos Aliados.[4]

Antes mesmo da entrada norte-americana na guerra, a Revolução Russa começara em março de 1917. No período entre as guerras, a revista manteve em geral uma avaliação favorável da União Soviética, fundada em 1922, e de Josef Stalin.[5] TNR mudou de posição depois do início da Guerra Fria, em 1947. Em 1948, seu editor de esquerda, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Henry A. Wallace, deixou a revista para disputar a presidência pelo Partido Progressista. Depois da saída de Wallace, a publicação se aproximou das posições mais comuns do liberalismo norte-americano. Na década de 1950, criticou a política externa soviética e também o anticomunismo interno, em particular o Macarthismo.[6] Na década de 1960, inicialmente apoiou a intervenção norte-americana no Vietnã, mas depois passou a se opor à Guerra do Vietnã, ao mesmo tempo em que publicava críticas à Nova Esquerda.[7][8]

Até o fim da década de 1960, a revista tinha certo "prestígio como voz de um liberalismo revigorado", na avaliação do comentarista Eric Alterman, que criticou sua política pela esquerda. Alterman escreveu que esse prestígio "talvez tenha sido mais bem exemplificado quando o jovem e elegante presidente Kennedy foi fotografado embarcando no Air Force One com um exemplar nas mãos".[9]

1974–1979: propriedade e editoria de Peretz

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Em março de 1974, a revista foi comprada por US$ 380.000[9] por Martin Peretz, professor da Universidade Harvard,[10] de Gilbert A. Harrison.[9] Peretz havia participado da Nova Esquerda, mas rompera com o movimento por causa do apoio que este dava a movimentos de libertação do chamado Terceiro Mundo, sobretudo à Organização para a Libertação da Palestina. Harrison permaneceu na editoria e esperava que Peretz lhe permitisse continuar dirigindo a revista por três anos. Em 1975, porém, Peretz se irritou ao ver artigos seus recusados enquanto injetava dinheiro na publicação para cobrir os prejuízos e demitiu Harrison. Grande parte da equipe, entre ela Walter Pincus, Stanley Karnow e Doris Grumbach, foi demitida ou pediu para sair. Em seu lugar entraram principalmente recém-formados de Harvard sem experiência jornalística. Peretz assumiu como editor e permaneceu no cargo até 1979. Em 1980, a revista apoiou o republicano moderado John B. Anderson, que concorreu como independente, em vez do presidente democrata Jimmy Carter. Mesmo depois da nomeação de outros editores, Peretz permaneceu como editor-chefe até 2012.[9]

1979–1991: editorias de Kinsley e Hertzberg

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Michael Kinsley foi editor entre 1979 e 1981 e novamente entre 1985 e 1989, alternando duas vezes com Hendrik Hertzberg, mais à esquerda, que ocupou o cargo de 1981 a 1985 e de 1989 a 1991. Kinsley tinha apenas 28 anos quando se tornou editor pela primeira vez e ainda cursava direito.[9]

Entre os autores da revista nesse período estavam os neoliberais Mickey Kaus e Jacob Weisberg, além de Charles Krauthammer, Fred Barnes, Morton Kondracke, Sidney Blumenthal, Robert Kuttner, Ronald Steel, Michael Walzer e Irving Howe.[9]

A revista era amplamente lida em diferentes pontos do espectro político. Um artigo da Vanity Fair chamou-a de "o semanário mais inteligente e atrevido do país" e de "a revista mais divertida e intelectualmente ágil do país". Alterman escreveu que a prosa podia brilhar e que as opiniões divergentes de suas páginas eram "genuinamente empolgantes". Acrescentou que "a revista indiscutivelmente definiu os termos do debate para as elites políticas internas durante a era Reagan".[9]

A publicação também conquistou leitores entre formadores de opinião conservadores. Vinte exemplares eram enviados por mensageiro à Casa Branca de Ronald Reagan todas as tardes de quinta-feira. Norman Podhoretz chamou a revista de "indispensável", enquanto George Will disse que ela era "naquele momento a revista política mais interessante e mais relevante do país". A National Review chamou-a de "uma das revistas mais interessantes dos Estados Unidos".[9]

Parte do crédito por sua projeção era atribuída a Kinsley, cujo humor e senso crítico davam energia à publicação, e a Hertzberg, que havia trabalhado como redator da The New Yorker e de discursos para Jimmy Carter.

Hertzberg e Kinsley se alternaram na editoria e também na autoria da principal coluna da revista, "TRB from Washington". Em 1988, sua perspectiva foi classificada como de centro-esquerda.[11]

Outro elemento que elevou a reputação da revista na década de 1980 foi a parte final dedicada à literatura, cultura e artes, editada por Leon Wieseltier. Peretz conheceu Wieseltier quando este trabalhava na Society of Fellows de Harvard e o colocou à frente da seção. Wieseltier a reformulou nos moldes da The New York Review of Books e permitiu que seus críticos, muitos deles acadêmicos, escrevessem ensaios críticos mais longos no lugar de resenhas convencionais. Alterman chamou a escolha de Wieseltier de "provavelmente... a maior realização positiva de Peretz" na direção da revista. Apesar das trocas de outros editores, Wieseltier permaneceu como editor de cultura. Sob sua direção, a seção era "ao mesmo tempo erudita e cheia de energia", escreveu Alterman.[9]

1991–1996: editoria de Sullivan

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Ao assumir a editoria em 1991, Andrew Sullivan levou a revista numa direção um pouco mais conservadora. A maior parte dos autores, porém, permaneceu liberal ou neoliberal.[12] Hertzberg deixou a publicação pouco depois para voltar à The New Yorker. Kinsley saiu em 1996 para fundar a revista online Slate.[9]

Em 1994, Sullivan convidou Charles Murray a contribuir com um artigo de 10.000 palavras extraído do livro The Bell Curve, escrito por Murray com Richard Herrnstein. O texto sustentava que "afro-americanos têm resultados diferentes dos brancos em testes padronizados de capacidade cognitiva". A publicação provocou forte controvérsia e saiu numa edição especial junto com respostas e críticas.[13] A revista também publicou um artigo muito crítico de Elizabeth McCaughey sobre o plano de saúde de 1993 do governo Bill Clinton. Alterman chamou o texto de "desonesto, mal-informado" e "o artigo mais influente publicado pela revista durante toda a presidência Clinton".[9] James Fallows, da The Atlantic, apontou erros no artigo e escreveu: "A Casa Branca publicou uma refutação ponto a ponto, que The New Republic não publicou. Em vez disso, publicou um longo texto de McCaughey atacando a declaração da Casa Branca."[14] Sullivan também publicou textos de Camille Paglia.[9]

Ruth Shalit, uma jovem redatora da revista nos anos de Sullivan, recebeu repetidas acusações de plágio. Depois disso, a revista passou a recorrer a verificadores de fatos durante a editoria de Sullivan, entre eles Stephen Glass. Glass, que mais tarde trabalhou como repórter, acabaria sendo descoberto por inventar citações, episódios e fatos em seus próprios artigos.[9]

1996–2007: editorias de Kelly, Lane, Beinart, Foer e Just

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Depois da saída de Sullivan em 1996, David Greenberg e Peter Beinart trabalharam juntos como editores interinos. Após a eleição presidencial de 1996, Michael Kelly assumiu a editoria por um ano. Durante e depois de sua passagem pelo cargo, Kelly, que também escrevia a coluna TRB, fez críticas intensas a Clinton.[9]

Charles "Chuck" Lane foi editor entre 1997 e 1999. Foi durante sua gestão que veio à tona o escândalo envolvendo Stephen Glass. Glass, que havia sido um colaborador frequente sob Kelly, teve depois muitas de suas matérias expostas como falsificadas ou inventadas. The New Republic reconheceu o ocorrido após uma investigação conduzida sob Lane, sucessor de Kelly. Kelly havia defendido Glass repetidamente durante sua gestão, chegando a enviar cartas duras a pessoas que questionavam a veracidade das matérias.[15] Os acontecimentos foram depois dramatizados no filme O Preço de uma Verdade, baseado numa reportagem de H. G. Bissinger publicada em 1998. Peretz escreveu que Lane acabou por "recolocar o navio em seu curso", algo pelo qual disse ser "imensamente grato".[9] Lane pediu demissão ao descobrir que Peretz pretendia substituí-lo.[16]

Peter Beinart, o terceiro editor a assumir o cargo aos 28 anos,[9] sucedeu Lane e permaneceu na função de 1999 a 2006.

No começo da década de 2000, TNR acrescentou os weblogs &c., Iraq'd e Easterblogg. Em 2005, eles foram substituídos por um único blog, The Plank. The Stump foi lançado em 2007 e cobriu a eleição presidencial de 2008.

Referências à revista também apareciam ocasionalmente na cultura popular. Lisa Simpson chegou a ser retratada como assinante de uma publicação fictícia chamada The New Republic for Kids. Matt Groening, criador de Os Simpsons, desenhou uma capa para The New Republic. No episódio piloto da série Entourage, da HBO, Ari Gold pergunta a Eric Murphy: "Você lê The New Republic? Bem, eu leio, e ela diz que você não sabe porra nenhuma do que está falando."

Franklin Foer substituiu Beinart em março de 2006. O primeiro editorial da revista sob Foer dizia: "Ficamos mais liberais.... Temos incentivado os democratas a voltar a pensar grande sobre meio ambiente e economia...."[9] Outros autores que editaram ou escreveram para a revista nesse período incluíam o editor sênior e colunista Jonathan Chait, Lawrence F. Kaplan, John Judis e Spencer Ackerman.[9]

Em 2006, uma investigação mostrou que Lee Siegel, colaborador antigo, crítico e editor sênior, havia publicado comentários com um pseudônimo no próprio blog que mantinha no site de TNR, dedicado principalmente a arte e cultura. Neles, elogiava Siegel de forma agressiva, atacava seus críticos e, quando um comentarista anônimo o confrontou, negava ser Siegel.[17][18] O blog foi retirado do site e Siegel ficou suspenso da revista impressa.[19] Ele voltou a escrever para TNR em abril de 2007.[20]

Posições políticas e de política externa sob Peretz

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Sob Peretz, The New Republic se deslocou gradualmente para posições menos à esquerda,[21] num processo que chegou à editoria do conservador Andrew Sullivan. A revista manteve proximidade com o Democratic Leadership Council e com os chamados "Novos Democratas", entre eles Bill Clinton e Joseph Lieberman. Lieberman recebeu o apoio editorial da revista nas primárias democratas de 2004.

No século XXI, a publicação voltou gradualmente para a esquerda, embora permanecesse mais moderada e favorável ao uso da força militar do que periódicos liberais convencionais. Entre as políticas apoiadas por The New Republic e pelo Democratic Leadership Council na década de 1990 estavam o aumento de verbas para o programa de crédito tributário sobre renda do trabalho, a reforma do sistema federal de assistência social e ideias da economia pelo lado da oferta, especialmente a redução das alíquotas marginais mais altas do imposto de renda. Nos últimos anos de Peretz, essa última posição recebeu duras críticas do editor sênior Jonathan Chait.[22]

O apoio de The New Republic a Israel, inclusive a posições da direita conservadora israelense ou do Likud, foi um tema recorrente desde os primeiros anos. A revista escreveu que "o apoio a Israel é, no fundo, uma expressão da melhor visão que os Estados Unidos têm de si mesmos".[9] Eric Alterman escreveu:

Nada foi tão constante nos últimos 34 anos de The New Republic quanto a dedicação da revista à própria compreensão de Peretz sobre o que é bom para Israel.... Não é exagero dizer que quase todas as crenças políticas de Peretz ficam subordinadas ao seu compromisso com os melhores interesses de Israel, e esses interesses, tal como Peretz os define, quase sempre envolvem mais guerra.[9]

Editoriais não assinados anteriores à invasão do Iraque em 2003 defenderam com firmeza a ação militar, citando a ameaça de instalações para armas de destruição em massa e também questões humanitárias. Nos primeiros anos da Guerra do Iraque, os editoriais criticaram a condução da guerra, mas continuaram justificando a invasão por motivos humanitários, mesmo depois de deixarem de sustentar que as armas de destruição em massa do Iraque representavam ameaça aos Estados Unidos. Na edição de 27 de novembro de 2006, os editores escreveram:

Neste ponto, parece quase desnecessário dizer isto: The New Republic lamenta profundamente seu apoio inicial a esta guerra. Os últimos três anos complicaram nosso idealismo e nos lembraram dos limites do poder norte-americano e de nossa própria sabedoria.[23]

2007–2012: venda à CanWest, recompra e novo formato

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Até fevereiro de 2007, The New Republic pertencia a Martin Peretz, aos financistas nova-iorquinos Roger Hertog e Michael Steinhardt e ao conglomerado canadense de mídia CanWest.[24] No fim daquele mês, Peretz vendeu sua participação à CanWest, que anunciou que sua subsidiária CanWest Media Works International havia adquirido participação integral na publicação. Peretz continuou como editor-chefe.[25]

A partir de 19 de março de 2007, a revista passou a sair duas vezes por mês, totalizando 24 edições anuais. O novo calendário substituiu o anterior, de 44 edições por ano. A própria revista chamava a frequência de "quinzenal", embora especificasse datas em que não haveria publicação. Em 2010, eram dez dessas datas. As edições ficaram maiores e ganharam mais páginas, elementos visuais, ilustrações novas e outros conteúdos concebidos para facilitar a leitura. A tipografia Warnock passou a ser usada em toda a publicação e foi acompanhada por ilustrações no estilo de xilogravura. Os preços das assinaturas não mudaram, mas o valor em banca subiu de US$ 3,95 para US$ 4,95. O site também foi reformulado, com mais conteúdo diário e novos recursos.[26][27]

Em março de 2009, Peretz e um grupo de investidores liderado pelo ex-executivo da Lazard Laurence Grafstein, do qual também fazia parte Michael Alter,[28] recompraram a revista da CanWest, então à beira da falência. Frank Foer continuou como editor e responsável pela gestão cotidiana, enquanto Peretz permaneceu como editor-chefe.[29] Richard Just assumiu a editoria da revista em 8 de dezembro de 2010.

2012–2016: propriedade de Chris Hughes e crise editorial

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Em 9 de março de 2012, o cofundador do Facebook Chris Hughes foi apresentado como proprietário majoritário e editor-chefe de The New Republic.[30] Sob Hughes, a revista passou a concentrar menos atenção no mundo político de Washington, conhecido como "Beltway", e ampliou a cobertura cultural e o uso de elementos visuais. Também deixou de publicar um editorial em todas as edições. Observadores da imprensa perceberam uma cobertura menos uniformemente favorável a Israel do que a linha editorial do período de Peretz.[31]

Em 4 de dezembro de 2014, Gabriel Snyder, que havia trabalhado no Gawker e na Bloomberg, substituiu Franklin Foer como editor. A revista teve sua frequência reduzida de 20 para 10 edições por ano, e os escritórios editoriais saíram de Penn Quarter, em Washington, D.C., para Nova Iorque. A publicação seria reformulada como uma "empresa de mídia digital verticalmente integrada".[32] As mudanças desencadearam uma crise entre a equipe editorial e os editores colaboradores. Leon Wieseltier, editor literário, pediu demissão em protesto. Nos dias seguintes, muitos outros fizeram o mesmo. Saíram os editores executivos Rachel Morris e Greg Veis, nove dos onze redatores sêniores ativos, o editor de assuntos jurídicos Jeffrey Rosen, o editor de mídia digital, seis autores e editores de cultura e 36 dos 38 editores colaboradores, entre eles Paul Berman, Jonathan Chait, William Deresiewicz, Ruth Franklin, Anthony Grafton, Enrique Krauze, Ryan Lizza, Sacha Z. Scoblic, Helen Vendler e Sean Wilentz. Ao fim, dois terços dos nomes do expediente editorial haviam desaparecido.[32]

As demissões em massa levaram a revista a suspender a edição de dezembro de 2014. Semanário durante grande parte de sua trajetória, o periódico vinha saindo 20 vezes ao ano, com circulação de aproximadamente 50.000 exemplares, e a nova programação reduziu a frequência para 10 edições anuais.[33][34] Gabriel Snyder passou os meses seguintes recompondo a redação e reformulando a revista.[35]

Depois da crise editorial, Hughes afirmou que pretendia permanecer ligado a The New Republic por muitos anos. À NPR, disse querer assegurar que a revista pudesse produzir jornalismo de qualidade "esperamos, por décadas".[36] Ele publicou uma carta aberta sobre seu "compromisso" de dar à publicação "um novo mandato para um novo século".[37] Em 11 de janeiro de 2016, no entanto, Hughes colocou The New Republic à venda.[38] Em outra carta aberta, escreveu: "Depois de investir muito tempo, energia e mais de US$ 20 milhões, cheguei à conclusão de que chegou a hora de uma nova liderança e uma nova visão para The New Republic."[37]

Desde 2016: propriedade de Win McCormack

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Em fevereiro de 2016, Win McCormack comprou a revista de Hughes[39] e nomeou Eric Bates, ex-editor executivo da Rolling Stone, como editor. Em setembro de 2017, Bates deixou a chefia e passou a constar no expediente como "editor at large". J. J. Gould, vindo da The Atlantic, assumiu em seguida e permaneceu pouco mais de um ano,[40] antes de pedir demissão em dezembro de 2018.

Em novembro de 2017, Hamilton Fish V, editor desde a compra da revista por McCormack, pediu demissão após acusações de má conduta no ambiente de trabalho.[41] Kerrie Gillis foi nomeada editora em fevereiro de 2019,[42] e Chris Lehmann, antigo editor-chefe de The Baffler,[43] tornou-se editor em 9 de abril de 2019.[44]

Poucos meses depois, sua gestão recebeu críticas públicas[45][46] por causa da forma como conduziu a contratação de um editor de desigualdade, cuja vaga foi anunciada em 28 de junho. Poucas semanas depois, surgiu outra controvérsia. Lehmann foi duramente criticado pela decisão de publicar um artigo de opinião de Dale Peck intitulado "My Mayor Pete Problem". O texto foi retirado, e Lehmann declarou: "The New Republic reconhece que esta publicação cruzou uma linha e, embora tenha sido concebida em grande parte como sátira, foi inadequada e invasiva."[47] Em março de 2021, foi anunciado que Lehmann deixaria a editoria e seria substituído por Michael Tomasky.[48]

Circulação

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Circulação impressa nos anos 2000

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A circulação paga média de The New Republic em 2009 foi de 53.485 exemplares por edição.

Circulação paga média mensal de The New Republic
AnoCirculação paga médiaVariação
2000[49] 101.651
2001[49] 88.409−13,0%
2002[50] 85.069−3,8%
2003[51] 63.139−25,8%
2004[52] 61.675−2,3%
2005[53] 61.771+0,2%
2006[54] 61.024−1,2%
2007[55] 59.779−2,0%
2008[56] 65.162+9,0%
2009[56] 53.485−18,0%
2010[57] N/DN/D

Os últimos números de circulação que The New Republic comunicou à empresa de auditoria de mídia BPA Worldwide cobriam os seis meses encerrados em 30 de junho de 2009.

A Quantcast estimou que o site de TNR recebeu aproximadamente 120.000 visitantes em abril de 2008 e 962.000 em abril de 2012. Em 9 de junho de 2012, as visitas mensais às páginas do site haviam caído para 421.000 nos Estados Unidos e 521.000 no mundo.[58] Em 16 de abril de 2014, a página de TNR na Quantcast exibia as mensagens: "Este editor não implementou o Quantcast Measurement. Os dados são estimados e não verificados pela Quantcast...", "Não temos informações suficientes para fornecer uma estimativa de tráfego..." e "Dados de tráfego indisponíveis até que este site passe a ser medido".[59]

Os dados demográficos mostravam um público com alto nível de escolaridade, 76% dos visitantes tinham concluído o ensino superior e 33% possuíam pós-graduação. Cinquenta e cinco por cento viviam em domicílios com renda superior a US$ 60.000 e 31% tinham renda anual domiciliar de seis dígitos. O público era 83% branco e 61% masculino. Oitenta e dois por cento dos visitantes tinham pelo menos 35 anos, e 38% tinham mais de 50.[60]

Controvérsias

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Michael Straight

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Michael Whitney Straight, editor de The New Republic de 1948 a 1956, foi mais tarde descoberto como espião da KGB, recrutado para a mesma rede de Donald Maclean, Guy Burgess, Kim Philby e Anthony Blunt.[61] As atividades de espionagem de Straight começaram em Cambridge na década de 1930. Mais tarde, ele afirmou que haviam terminado durante a Segunda Guerra Mundial. Pouco antes de trabalhar no governo Kennedy, revelou seus antigos vínculos e denunciou Anthony Blunt. Em troca de sua cooperação, seu próprio envolvimento permaneceu em segredo, e Straight continuou exercendo funções para o governo norte-americano até se aposentar. Ele admitiu o envolvimento em suas memórias. Documentos obtidos nos arquivos da antiga KGB após o fim da União Soviética, porém, mostraram que ele havia reduzido bastante a extensão de suas atividades de espionagem ao narrá-las.[62][63]

Spencer Ackerman

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Em 2006, o editor associado Spencer Ackerman foi demitido por Franklin Foer. Foer chamou a decisão de "dolorosa" e atribuiu a demissão à "insubordinação" de Ackerman. Entre os episódios citados estavam críticas à revista em seu blog pessoal,[64] a afirmação, durante uma reunião editorial, de que "foderia o crânio" do cadáver de um terrorista se isso fosse necessário para "provar suas credenciais antiterroristas", e um e-mail enviado a Foer no qual dizia, no que Ackerman afirmou ser uma piada, que "abriria um nicho no seu crânio" com um taco de beisebol. Ackerman, por sua vez, disse que a demissão ocorreu por "diferenças ideológicas irreconciliáveis". Ele acreditava que seu deslocamento à esquerda, provocado pela Guerra do Iraque e pelas ações do governo George W. Bush, desagradava à direção editorial.[65] Menos de 24 horas depois de ser demitido por The New Republic, Ackerman foi contratado como correspondente sênior pela revista concorrente The American Prospect.

Controvérsia de Scott Thomas Beauchamp

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Em julho de 2007, depois que The New Republic publicou um artigo de um soldado norte-americano no Iraque intitulado "Shock Troops", surgiram acusações de falhas na verificação dos fatos. Críticos apontaram detalhes inconsistentes que, em sua avaliação, indicavam invenção. A identidade do soldado anônimo, Scott Thomas Beauchamp, foi revelada. Beauchamp era casado com Elspeth Reeve, uma das três verificadoras de fatos da revista. A controvérsia levou The New Republic e o Exército dos Estados Unidos a abrir investigações, que chegaram a conclusões diferentes.[66][67][68] Em um artigo intitulado "Fog of War", Franklin Foer escreveu que a revista já não podia sustentar as histórias publicadas por Beauchamp.[69][70]

Artigo sobre Pete Buttigieg

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Em 12 de julho de 2019, o escritor gay Dale Peck publicou em The New Republic um artigo crítico de Pete Buttigieg, então candidato nas primárias presidenciais do Partido Democrata de 2020. Peck chamou Buttigieg repetidamente de "Mary Pete", expressão que definiu como "o equivalente gay de Tio Tom", e escreveu: "Pete e eu simplesmente não somos o mesmo tipo de gay." Também comparou o candidato a "um garoto de quinze anos numa rodoviária de Chicago se perguntando se é uma boa ideia ir para casa com um homem de cinquenta anos para finalmente entender o que ele é".[71] O artigo recebeu críticas severas de profissionais da imprensa.[72][73]

  1. Herbert Croly (1914–1930)
  2. Bruce Bliven (1930–1946)
  3. Henry A. Wallace (1946–1948)
  4. Michael Straight (1948–1956)
  5. Gilbert A. Harrison (1956–1975)
  6. Martin Peretz (1975–1979)
  7. Michael Kinsley (1979–1981, 1985–1989)
  8. Hendrik Hertzberg (1981–1985, 1989–1991)
  9. Andrew Sullivan (1991–1996)
  10. Michael Kelly (1996–1997)
  11. Charles Lane (1997–1999)
  12. Peter Beinart (1999–2006)
  13. Franklin Foer (2006–2010, 2012–2014)
  14. Richard Just (2010–2012)
  15. Gabriel Snyder (2014–2016)
  16. Eric Bates (2016–2017)
  17. J. J. Gould (2017–2018)
  18. Chris Lehmann (2019–2021)
  19. Michael Tomasky (desde 2021)

Antes da nomeação de Wallace em 1946, o expediente não indicava um único editor responsável. Em vez disso, trazia um conselho editorial de quatro a oito integrantes. Walter Lippmann, Edmund Wilson e Robert Morss Lovett fizeram parte desse conselho em momentos diferentes. Os nomes acima correspondem ao primeiro editor listado em cada edição, sempre o membro mais sênior da equipe.

Colaboradores

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Décadas de 1910–1940

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  • Eugene Szekeres Bagger, autor e ensaísta
  • Ralph Bates, escritor inglês e ativista político
  • John Dewey, ensaísta e filósofo
  • W. E. B. Du Bois, escritor, professor e sociólogo
  • Otis Ferguson, crítico de cinema
  • John T. Flynn, ensaísta e crítico do New Deal
  • Learned Hand, juiz
  • John Maynard Keynes, economista
  • Clara Littledale, autora sobre vida doméstica e familiar
  • George Henry Soule Jr., economista do trabalho
  • Agnes de Lima, principal redatora sobre educação
  • Thomas Mann, "Letter to Alexey Tolstoy (sent to Russia through Russian War Relief Inc.)" (1943)
  • George Orwell, autor e ensaísta
  • M. E. Ravage, jornalista, ensaísta e biógrafo
  • Virginia Woolf, autora e ensaísta
  • Edmund Wilson, resenhista assistente de livros

1943–1983

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  • John Beecher, colaborador
  • Richard Strout, correspondente do The Christian Science Monitor e autor de "TRB From Washington"
  • Stark Young, crítico de teatro, pesquisador, romancista, pintor e colaborador

Décadas de 1950–1970

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  • Stanley Kauffmann, crítico de cinema (1958–2013)[74]
  • Reinhold Niebuhr, teólogo
  • John F. Osborne, colaborador e editor
  • L. Fletcher Prouty, ex-chefe de Operações Especiais do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos
  • Roger Rosenblatt
  • Philip Roth, autor
  • Judd L. Teller,[75][76] autor, editor e poeta
  • Philip Terzian, autor e editor

Décadas de 1980–1990

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  • Fred Barnes
  • Eric Breindel[9]
  • Jeane Kirkpatrick[9]
  • Jacob Heilbrunn[9]
  • Irving Howe
  • Robert Kagan[9]
  • Morton Kondracke[9]
  • Charles Krauthammer[9]
  • Irving Kristol[9]
  • Edward Luttwak[9]
  • Michael Ledeen[9]
  • Joshua Muravchik[9]
  • Ronald Radosh[9]

Desde a década de 1990

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  • Fouad Ajami, professor de estudos do Oriente Médio na Universidade Johns Hopkins
  • Scott Thomas Beauchamp, escritor independente e soldado
  • Paul Berman, ensaísta e autor
  • Simon Blackburn, filósofo inglês
  • Alan Brinkley, historiador
  • Jonathan Chait, editor sênior
  • Jonathan Cohn, editor sênior
  • Jerry Coyne, biólogo evolucionista
  • Michael Crowley, editor sênior
  • E. J. Dionne Jr., jornalista
  • Barbara Ehrenreich, jornalista
  • Niall Ferguson, historiador
  • William Galston, filósofo político
  • Stephen Glass, repórter demitido por TNR por apresentar matérias inventadas, caso dramatizado no filme O Preço de uma Verdade, de 2003
  • J. J. Gould, jornalista canadense-americano
  • David Grann, editor sênior
  • Melissa Gira Grant, escritora
  • David Greenberg, historiador e jornalista
  • Blaine Greteman, professor da Universidade de Iowa[77]
  • Matt Groening, ilustrador e criador de Os Simpsons
  • Jacob Hacker, cientista político
  • Johann Hari, escritor britânico
  • David Hazony, escritor israelense
  • Jeet Heer, escritor canadense
  • Julia Ioffe (nascida em 1982), jornalista norte-americana nascida na Rússia
  • John Judis, ensaísta
  • Tony Judt, historiador
  • Jo Livingstone, redatora de cultura[78]
  • Suki Kim, editora colaboradora
  • Adam Kirsch, poeta e crítico
  • Alvaro Vargas Llosa, escritor
  • John McWhorter, linguista e comentarista político
  • Dana Milbank, editor sênior
  • Sherwin B. Nuland, médico e autor
  • Michael Oren, historiador e autor
  • Camille Paglia, ensaísta
  • Alex Pareene, ex-editor-chefe do Gawker
  • Dale Peck, crítico literário
  • George Pelecanos, autor
  • Caryl Phillips, escritor
  • Steven Pinker, linguista cognitivo e professor de Harvard
  • David Plotz, editor da Slate
  • Richard Rorty, filósofo
  • Richard Posner, juiz federal
  • Hanna Rosin, editora sênior
  • Noam Scheiber, editor sênior
  • Amartya Sen, economista
  • Alex Shephard, editor de notícias[79]
  • Lee Siegel, crítico cultural
  • Zadie Smith, escritora
  • Joseph Stiglitz, economista
  • Richard Taruskin, musicólogo
  • Helen Vendler, crítica literária
  • Michael Walzer, filósofo, ensaísta e autor
  • Alan Wolfe, cientista político e sociólogo
  • Gordon S. Wood, historiador
  • James Wood, crítico literário inglês
  • Robert Wright, jornalista, ex-editor sênior e colunista de TNR

Ver também

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Referências

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Fontes primárias

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Fontes secundárias

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Ligações externas

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