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Yahoo!

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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 Nota: "Yahoo" redireciona para este artigo. Este artigo é sobre artigo é sobre o portal web. Para a empresa que o opera, veja Yahoo (companhia). Para a empresa japonesa sem ligação societária atual, veja Yahoo! Japan. Para outros usos, veja Yahoo (desambiguação).
Yahoo!
Logotipo usado desde 23 de setembro de 2019
Subsidiária
AtividadePortal web e serviços on-line
Fundaçãojaneiro de 1994
Fundador(es)
SedeSunnyvale, Califórnia, Estados Unidos
Área(s) servida(s)Mundial
Proprietário(s)
Empregados8.600, 2017[1]
ProdutosServiços de internet
Serviços
Empresa-mãe
  • Yahoo Inc., 2021-presente
  • Verizon Media, 2019-2021
  • Oath Inc., 2017-2019
  • Yahoo! Inc., 1995-2017
FaturamentoUS$ 7,4 bilhões, 2020[3]
Websitewww.yahoo.com

Yahoo!, pronunciado /ˈjɑːhuː/ em inglês ,[4] é um portal web dos Estados Unidos, com sede em Sunnyvale, na Califórnia. Oferece o mecanismo de busca Yahoo! Search e serviços como My Yahoo, Yahoo! Mail, Yahoo! News, Yahoo! Finance, Yahoo Sports, Y! Entertainment e Yahoo! Life,[5] além da plataforma de publicidade Yahoo Ad Tech. O portal está ativo, e o cadastro é opcional. É operado pela empresa homônima Yahoo Inc., controlada pela Apollo Global Management, com 90%, e pela Verizon Communications, com 10%.

O Yahoo foi criado por Jerry Yang e David Filo em janeiro de 1994 e esteve entre os pioneiros da internet nos anos 1990[6]. Seu uso caiu na década de 2010, quando alguns serviços foram encerrados e o portal perdeu participação de mercado para Facebook e Google[7][8].

Etimologia

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A palavra "Yahoo" é um retroacrônimo das expressões inglesas "Yet Another Hierarchically Organized Oracle"[9] e "Yet Another Hierarchical Officious Oracle"[10]. O termo "hierarchical" se referia às camadas de subcategorias do banco de dados. "Oracle" queria dizer "fonte de verdade e sabedoria". Já "officious" não era empregado em seu sentido habitual e aludia aos funcionários de escritório que consultariam o Yahoo no trabalho[11]. Filo e Yang disseram que escolheram o nome pelo sentido coloquial de "yahoo", usado entre universitários da Luisiana no fim dos anos 1980 e no início dos anos 1990 para designar um sulista rural sem refinamento. Eles o resumiram como "grosseiro, simplório e inculto"[12]. O sentido vem dos Yahoos, seres fictícios de As Viagens de Gulliver.

História

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Fundação

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Jerry Yang e David Filo, fundadores do Yahoo
Página inicial do Yahoo em 1994, quando funcionava como diretório. Um mecanismo de busca foi acrescentado em 1995.

Em janeiro de 1994, Jerry Yang e David Filo cursavam a pós-graduação em engenharia elétrica na Universidade Stanford. Ali criaram um site chamado "Guia de Jerry e David para a World Wide Web"[13][14][15][16]. Era um diretório web editado por pessoas e organizado em uma hierarquia, não um índice de páginas com busca. Em março de 1994, o site recebeu o nome "Yahoo!" e passou a ser chamado Yahoo Directory[14][17][18][19][20]. O domínio "yahoo.com" foi registrado em 18 de janeiro de 1995[21].

O Yahoo foi constituído como empresa em 2 de março de 1995. Naquele ano, lançou o mecanismo de busca Yahoo Search, pelo qual os usuários podiam pesquisar o Yahoo Directory[22][23]. O Yahoo logo se tornou o primeiro diretório e mecanismo de busca popular da World Wide Web[24].

Expansão e a bolha pontocom

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Mapa das versões locais dos portais do Yahoo em 2023

Na década de 1990, o Yahoo cresceu depressa. Fez uma oferta pública inicial em abril de 1996, tornou-se uma empresa de capital aberto e viu o preço de suas ações subir 600% em dois anos[25]. Como outros mecanismos de busca e diretórios, passou a funcionar como portal web e concorreu com Excite, Lycos e AOL[26]. Em 1998, era o ponto de partida mais usado por internautas[27], e o Yahoo Directory, editado por pessoas, era o mecanismo de busca mais usado[19]. O site recebia 95 milhões de visualizações de página por dia, três vezes o volume do Excite[25]. O Yahoo também comprou outras empresas. Começou a oferecer e-mail gratuito em outubro de 1997, depois de adquirir o RocketMail e rebatizá-lo como Yahoo Mail[28]. Em 1998, trocou o AltaVista pelo Inktomi como tecnologia de busca baseada em rastreamento para o diretório[29]. As compras mais caras vieram em 1999. O GeoCities custou US$ 3,6 bilhões[30], e o Broadcast.com, US$ 5,7 bilhões[31].

O preço das ações subiu durante a bolha da internet e fechou no recorde de US$ 118,75 em 3 de janeiro de 2000. Em 26 de setembro de 2001, caiu ao piso histórico de US$ 8,11[32].

Liderança

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Mudanças na direção e oportunidades perdidas afetaram as decisões do Yahoo. A empresa tentou comprar o Google duas vezes. Em 1998, Larry Page e Sergey Brin procuraram o Yahoo e ofereceram seu novo mecanismo de busca por US$ 1 milhão, mas a proposta foi recusada[33][34]. Em 2002, o diretor-executivo Terry Semel negociou a compra do Google por US$ 5 bilhões. Depois de semanas de conversas, o Yahoo ofereceu US$ 3 bilhões, e a direção do Google não aceitou[33]. A Forbes incluiu a segunda recusa entre os maiores erros estratégicos da história empresarial[35].

Em fevereiro de 2008, a Microsoft apresentou uma oferta não solicitada de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo[36][37]. O Yahoo recusou, alegando que o valor "subestimava substancialmente" a empresa e não atendia aos interesses dos acionistas. A Microsoft elevou a proposta para US$ 47 bilhões, mas o Yahoo pediu um aumento superior a 10%, e a Microsoft desistiu em maio de 2008[38][39][40][41].

Depois de Yang, o cargo de diretor-executivo mudou de mãos com frequência. Carol Bartz, que dirigira a Autodesk, assumiu em janeiro de 2009[42][43]. Bartz foi demitida pelo presidente do conselho Roy J. Bostock em setembro de 2011, depois de não atingir as metas de desempenho. O diretor financeiro Tim Morse assumiu interinamente[44][45]. Scott Thompson tornou-se diretor-executivo em abril de 2012. Outros executivos, entre eles o diretor de produto Blake Irving, deixaram a empresa[46][47]. Em 4 de abril, o Yahoo anunciou a demissão de 2.000 pessoas[48], cerca de 14% de um quadro de 14.100 empregados. A economia anual prevista era de US$ 375 milhões[49]. Em um e-mail enviado aos funcionários naquele mês, Thompson reafirmou que os clientes deveriam vir em primeiro lugar e reorganizou a empresa[50].

Thompson foi demitido em 13 de maio de 2012, depois de 130 dias no cargo. Ross Levinsohn, recém-nomeado chefe do grupo de mídia do Yahoo, assumiu interinamente. Integrantes da Third Point Management, entre eles Daniel S. Loeb, foram indicados ao conselho de administração[51][50][52][53]. Thompson recebeu pelo menos US$ 7,3 milhões no período[54]. Em 15 de julho de 2012, Marissa Mayer foi nomeada presidente e diretora-executiva, com posse em 17 de julho[55][56]. Em janeiro de 2014, surgiram dúvidas sobre a recuperação da empresa quando Mayer demitiu Henrique de Castro, sua primeira contratação para um alto cargo[57].

Negócios

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Nas décadas de 2000 e 2010, o Yahoo alterou seus produtos e serviços à medida que os hábitos na internet mudavam. Em junho de 2000, passou a usar o Google nas buscas[58][59]. Nos quatro anos seguintes, desenvolveu tecnologia própria. O novo sistema entrou em uso em 2004 e aproveitou parte da tecnologia do Inktomi, comprado por US$ 280 milhões em 2002[60]. Com a chegada do Gmail, o Yahoo ofereceu armazenamento ilimitado de e-mail em 2007. A concorrência se agravou, e centenas de empregados foram demitidos em 2008[61].

A estratégia de produtos também enfrentou problemas. Em agosto de 2010, uma atualização de software mudou boa parte do Yahoo! Grupos e provocou críticas da maioria dos usuários[62]. Em 29 de setembro, o vice-presidente Jim Stoneham anunciou que o site desfaria as mudanças depois de ouvir os membros[63]. Em julho de 2013, dados da comScore mostraram que os sites do Yahoo receberam mais visitantes nos Estados Unidos que os do Google, fato que não ocorria desde 2011[64]. Os dados não abrangiam acessos móveis nem o Tumblr[65]. O Yahoo comprara a plataforma de blogs por US$ 1,1 bilhão em dinheiro em junho daquele ano[66][67][68][69]. O fundador e diretor-executivo do Tumblr, David Karp, permaneceu à frente do site. Naquele mês, o Yahoo também anunciou um escritório em São Francisco[70]. Em 2 de agosto, comprou o RockMelt, manteve a equipe e encerrou os produtos existentes[71].

Mayer contratou Katie Couric para apresentar uma nova operação de notícias on-line e lançou uma revista de culinária na internet[57]. O Yahoo ampliou o negócio publicitário ao comprar a Cooliris em 21 de novembro de 2014[72]. Em 12 de dezembro, pagou US$ 583 milhões pela fornecedora de publicidade em vídeo BrightRoll[73]. Na década de 2020, as compras se voltaram a empresas de tecnologia e serviços financeiros. Em agosto de 2023, o Yahoo adquiriu a Commonstock, plataforma de investimentos sociais de São Francisco[74]. Em abril de 2024, comprou o Artifact, aplicativo agregador de notícias baseado em inteligência artificial[75].

Erros estratégicos e violações de segurança

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Erros de estratégia e falhas de segurança acompanharam a perda de público do Yahoo. Em março de 2004, a empresa criou um programa de inclusão paga que garantia espaço para sites comerciais no mecanismo de busca mediante pagamento[76]. O programa dava lucro, mas desagradou anunciantes que rejeitavam as taxas e usuários que não conseguiam distinguir os resultados pagos dos orgânicos[77]. Em outubro de 2006, o Yahoo reduziu seu alcance. Deixou de garantir a inclusão de sites comerciais e manteve o pagamento apenas para rastrear os sites de clientes com mais frequência e fornecer estatísticas de busca. Em janeiro de 2014, a empresa neerlandesa Fox IT descobriu um ataque de programas maliciosos iniciado em 30 de dezembro de 2013. O ataque explorava o Java e distribuía programas maliciosos para 300.000 usuários do Yahoo por hora, até ser interrompido. Romênia, França e Reino Unido concentraram os casos. O Yahoo recebeu críticas por não informar quantos usuários haviam sido atingidos nem orientar sobre como remover o programa[78][79]. As violações de dados descobertas depois reduziram a avaliação financeira da empresa.

Controvérsias sob a liderança de Mayer

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A gestão de Marissa Mayer acumulou controvérsias internas enquanto os indicadores de desempenho pioravam. Em dezembro de 2015, Mayer enfrentou questionamentos do conselho sobre o futuro do negócio principal do Yahoo[80][81][82][83]. A CNBC a classificou como a diretora-executiva menos querida do setor de tecnologia[84][85]. As mudanças nos produtos também afastaram usuários. Em maio de 2013, o Flickr ganhou um novo desenho, com um terabyte de armazenamento gratuito e uma grade de fotografias que mudava de tamanho de forma dinâmica. O TechRadar chamou a reformulação de "mudança radical" na finalidade do site. O fórum de ajuda recebeu milhares de críticas de usuários que julgavam que o Yahoo havia "perdido a cabeça"[86][87][88][89].

Dois ex-funcionários levaram à Justiça as políticas de pessoal e o sistema de avaliação de Mayer. Em outubro de 2016, Scott Ard, diretor editorial demitido em 2015, acusou Mayer de conduzir uma campanha sexista contra empregados homens. Ard recebia avaliações "plenamente satisfatórias" desde 2011 e afirmou que Mayer incentivava o uso das notas de desempenho para aplicar preconceitos da administração contra homens. Também disse que seu cargo fora eliminado sob um falso pretexto e depois entregue a uma mulher recém-contratada pela editora-chefe Megan Lieberman[90][91]. Lieberman afirmou que demitira Ard porque não recebera uma descrição detalhada de suas funções, embora ele já tivesse fornecido as informações pedidas[91]. Gregory Anderson, demitido em 2014, apresentou outro processo por discriminação sexual e afirmou que o sistema de avaliação era arbitrário e injusto[92][93][94]. Um juiz da Califórnia rejeitou todas as alegações, menos uma, a de que Ard fora preterido na promoção a editor-chefe em favor de uma mulher antes da demissão. O juiz concluiu que "Anderson não apresentou prova de que a demissão tivesse relação com seu gênero"[95].

Depois de registrar prejuízo de US$ 4,4 bilhões, Mayer anunciou em 2 de fevereiro de 2016 o corte de 15% do quadro de funcionários[96].

Venda para Verizon e Apollo

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As perdas levaram o Yahoo a procurar um comprador. Em 25 de julho de 2016, a Verizon Communications anunciou a compra do negócio principal de internet por US$ 4,83 bilhões, valor muito abaixo do pico de avaliação da empresa[97][98][99][100]. O acordo excluía a participação de 15% no Alibaba Group e a de 35,5% no Yahoo! Japan[101][102]. As violações de dados levaram as empresas a renegociar. Em 21 de fevereiro de 2017, a Verizon reduziu o preço em US$ 350 milhões e aceitou dividir as responsabilidades pelas falhas de segurança[103][104].

A Verizon concluiu a compra em 13 de junho de 2017[105][106]. O Yahoo deixou de ser uma empresa independente, e Mayer renunciou. Yahoo, AOL e HuffPost foram reunidos na nova subsidiária Oath Inc., depois rebatizada de Verizon Media. As marcas mantiveram seus nomes[107][108]. Os ativos da antiga Yahoo! Inc. que a Verizon não comprou, sobretudo as participações no Alibaba e no Yahoo Japan, passaram a formar a Altaba. A empresa foi liquidada depois de fazer uma distribuição final aos acionistas em outubro de 2020[109].

Em setembro de 2021, fundos de investimento administrados pela Apollo Global Management compraram da Verizon 90% do Yahoo[110][111]. Em novembro, a empresa anunciou o fim das operações na China continental, onde o ambiente comercial e jurídico se tornara mais difícil[112]. O Yahoo Mail chinês já havia sido encerrado em 20 de agosto de 2013[113]. Em 2023, o Yahoo anunciou o corte de 20% do quadro, cerca de 1.000 dos 8.600 empregados. A medida ocorreu durante uma onda de demissões no setor de tecnologia que atingiu Google, Microsoft, Twitter, Meta e Amazon[114].

Violações de dados

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No segundo semestre de 2016, o Yahoo divulgou duas violações de dados de contas de usuários. A primeira, anunciada em setembro, ocorrera no fim de 2014 e atingira mais de 500 milhões de contas[115]. A segunda ocorrera por volta de agosto de 2013. Foi anunciada em dezembro de 2016 e atingira mais de 1 bilhão de contas[116]. Eram as maiores violações conhecidas na história da internet. Os dados roubados continham nomes, endereços de e-mail, números de telefone, perguntas e respostas de segurança criptografadas ou não, datas de nascimento e senhas criptografadas[117]. O Yahoo também informou que os invasores provavelmente usaram cookies forjados na violação de 2014. Com eles, falsificavam credenciais e entravam em qualquer conta sem a senha[118][119][120].

Em 3 de outubro de 2017, a empresa informou que o roubo de agosto de 2013 atingira todas as suas 3 bilhões de contas[121][122][123][124][125].

Críticas

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Aviso DMCA ao denunciante

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Em 30 de novembro de 2009, a Electronic Frontier Foundation criticou o Yahoo por enviar uma notificação baseada na Digital Millennium Copyright Act ao site de denúncias Cryptome. O aviso veio depois que o site publicou detalhes, preços e procedimentos para a obtenção de informações privadas de assinantes do Yahoo[126].

Acesso ilegal a contas de usuários pelo ex-engenheiro do Yahoo

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Em outubro de 2019, o ex-engenheiro do Yahoo Reyes Daniel Ruiz declarou-se culpado em processo federal por acessar ilegalmente contas de usuários. Ruiz invadiu cerca de 6.000 contas em busca de imagens e vídeos sexuais, entre elas contas de amigos, colegas de trabalho e muitas mulheres jovens[127][128].

Censura de e-mails ligados aos protestos do Occupy Wall Street

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Depois de surgirem suspeitas de que e-mails privados relacionados a um site dos protestos Occupy Wall Street estavam sendo censurados, o Yahoo pediu desculpas e afirmou que o bloqueio fora acidental[129][130][131].

Adware e spyware

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O Yahoo financiou spyware e adware. Anúncios de clientes da empresa apareciam em janelas pop-up produzidas por adwares que usuários podiam instalar sem perceber ao aceitar ofertas de programas para ajustar o relógio do computador, aumentar a segurança ou modificar o navegador. A quantidade de pop-ups podia subir ou cair conforme as necessidades imediatas de receita do Yahoo. Eles vinham de uma parceria com a distribuidora Walnut Ventures, parceira direta da Direct Revenue, disseram ex-funcionários do setor de vendas[132][133].

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O Yahoo cooperou com o Partido Comunista da China, ao lado de Google China, Microsoft, Cisco Systems, AOL, Skype e Nortel, na implantação da censura da internet na China continental[134]. Google e Microsoft, em geral, mantinham fora da China continental os dados confidenciais de seus usuários. O Yahoo afirmou que não podia proteger da ação das autoridades a privacidade de seus clientes no país[135]. O trabalho dessas empresas foi criticado por colocar o lucro acima de seus princípios[136]. A Human Rights Watch e a Repórteres sem Fronteiras chamaram de "irônico que empresas cuja existência depende da liberdade de informação e expressão tenham assumido o papel de censores"[134].

Em setembro de 2005, a Repórteres sem Fronteiras informou que o jornalista Shi Tao fora condenado cinco meses antes a dez anos de prisão pelo Tribunal Popular Intermediário de Changsha, em Hunão. A condenação, registrada no processo penal nº 29, foi por "fornecer segredos de Estado a entidades estrangeiras". Os "segredos" eram uma lista curta de ordens de censura enviada de uma conta do Yahoo Mail ao Fórum Democracia da Ásia antes do aniversário do Massacre da Praça da Paz Celestial em 1989[137].

O veredicto dizia que Shi Tao enviara o e-mail por uma conta anônima do Yahoo. A Yahoo! Holdings, subsidiária da empresa em Hong Kong, informou ao governo chinês que o endereço IP usado no envio estava registrado no jornal de Hunão onde ele trabalhava. A polícia foi ao escritório e o prendeu[138].

Em fevereiro de 2006, o diretor jurídico do Yahoo apresentou uma declaração ao Congresso dos Estados Unidos na qual a empresa negava conhecer a natureza real do processo contra Shi Tao[139]. Em abril daquele ano, a Yahoo! Holdings foi investigada pelo Comissário de Privacidade de Dados Pessoais de Hong Kong.

Em 2 de junho de 2006, o sindicato de jornalistas do Reino Unido e da Irlanda, a NUJ, pediu a seus 40.000 membros que boicotassem os serviços do Yahoo em protesto pelas ações atribuídas à empresa na China[140].

Em julho de 2007, veio a público o mandado enviado pelas autoridades chinesas a funcionários do Yahoo. O documento trazia "segredos de Estado" como acusação contra Shi Tao e pedia "todos os horários de login, endereços IP correspondentes e conteúdo de e-mail pertinente de 22 de fevereiro de 2004 até o presente" da conta "huoyan1989"[141][142][143]. Analistas e organizações de direitos humanos disseram que a prova contradizia diretamente o depoimento prestado pelo Yahoo ao Congresso dos Estados Unidos em fevereiro de 2006[144].

O Yahoo afirmou que tinha de cumprir as leis dos países onde operava.

Em fevereiro de 2006, a Repórteres sem Fronteiras divulgou documentos judiciais chineses que diziam que o Yahoo auxiliara as autoridades no processo contra o dissidente Li Zhi. Ele fora condenado a oito anos de prisão em dezembro de 2003 por "incitar a subversão".

Wang Xiaoning, dissidente chinês de Shenyang, foi preso pelas autoridades da China por publicar material controverso na internet.

Em 2000 e 2001, Wang, engenheiro de profissão, publicou revistas eletrônicas em um grupo do Yahoo nas quais pedia reformas democráticas e o fim do regime de partido único. Foi preso em setembro de 2002, depois que o Yahoo forneceu informações às autoridades chinesas. Em setembro de 2003, recebeu uma pena de dez anos de prisão por "incitação à subversão do poder do Estado"[145].

Em 18 de abril de 2007, Yu Ling, mulher de Wang Xiaoning, processou o Yahoo com base em leis de direitos humanos perante um tribunal federal de São Francisco[146]. Wang era um dos autores da ação, apresentada com auxílio da Organização Mundial dos Direitos Humanos dos Estados Unidos. Morton Sklar, diretor executivo do grupo, acusou o Yahoo de "irresponsabilidade empresarial" e disse que a empresa tinha motivos para saber que, se entregasse à China dados de identificação, as pessoas seriam presas[147].

A cooperação com o governo chinês fazia parte da política de adaptar os serviços do Yahoo às regras locais. A China havia bloqueado os serviços da empresa por algum tempo.

A ação dizia que Wang usava uma conta de e-mail do Yahoo em 2001 para publicar textos anônimos em uma lista de discussão. Depois que o Yahoo bloqueou a conta sob pressão do governo chinês, ele criou outra e voltou a enviar material. A ação sustentava que a empresa forneceu os dados usados para identificá-lo e prendê-lo em setembro de 2002. Promotores chineses teriam citado a cooperação do Yahoo[147].

Os grupos de direitos humanos invocaram uma lei dos Estados Unidos de 1789 para tentar responsabilizar empresas por violações cometidas no exterior. O governo de George W. Bush se opôs a esse uso da lei.

Ativistas que atuavam em nome de autores estrangeiros haviam processado cerca de duas dezenas de empresas com base no Alien Tort Claims Act. Eles sustentavam que a lei dava aos tribunais dos Estados Unidos competência sobre atos praticados no exterior que violassem normas internacionais. Elaborada pelos Pais Fundadores dos Estados Unidos em 1789 para outra finalidade, a lei quase não fora invocada antes da década de 1980[147].

Em 28 de agosto de 2007, a Organização Mundial dos Direitos Humanos processou o Yahoo sob a alegação de que a empresa entregara endereços de e-mail e IP ao governo chinês, o que teria levado à prisão de escritores e dissidentes. A ação, apresentada em São Francisco, tinha Shi Tao e Wang Xiaoning como autores. O Yahoo afirmou que apoiava a privacidade e a liberdade de expressão e trabalhava com outras empresas de tecnologia para tratar de questões de direitos humanos[148].

Em 6 de novembro de 2007, um painel do Congresso dos Estados Unidos criticou o Yahoo por não prestar todas as informações à Comissão de Relações Exteriores da Câmara no ano anterior. O painel afirmou que a empresa fora, "na melhor das hipóteses, indesculpavelmente negligente" e, na pior, "enganosa"[149].

Fechamento de salas de bate-papo, painéis de mensagens e perfis criados por usuários em 2005

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O Yahoo fechou em junho de 2005 as salas de bate-papo "criadas por usuários", depois que a imprensa questionou a presença de predadores sexuais de crianças na internet e a escassez de receita publicitária desses espaços[150]. A seção de fóruns do Yahoo News foi encerrada em 19 de dezembro de 2006 por causa do comportamento de trolls[151]. Em meados de outubro de 2008, a empresa também apagou as informações de milhões de perfis de usuários sem aviso e quase sem explicação[152].

Pesquisa de imagens

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Em 25 de maio de 2006, um professor que pretendia pesquisar "www" com seus alunos descobriu que a busca de imagens do Yahoo mostrava conteúdo sexualmente explícito mesmo com o SafeSearch ativado. A empresa respondeu que sabia do problema e trabalhava para resolvê-lo o mais depressa possível[153].

Controvérsia sobre barbatanas de tubarão

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A Yahoo Inc. já teve uma participação de 14,95% no Alibaba Group, criticado por facilitar a venda de produtos derivados de tubarão[154]. Quando seus executivos foram questionados sobre o tema, responderam: "Sabemos que a venda de produtos de tubarão é legal na Ásia e uma tradição secular. A questão é, em grande medida, de costumes locais"[155]. Em 2009, o Alibaba proibiu a venda de barbatanas de tubarão em sua plataforma[156].

Fechamento de GeoCities

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O GeoCities, serviço de hospedagem na web criado em 1994, era o terceiro site mais visitado da World Wide Web quando o Yahoo o comprou em janeiro de 1999[157]. Mesmo com esse público, o serviço ainda não dava lucro no fim de 1998[158].

Dez anos depois, o Yahoo fechou o GeoCities[159] e apagou milhões de páginas da web[160]. Em setembro de 2009, um mês antes do encerramento, o GeoCities recebeu 10.477.049 visitantes únicos[161].

Vijay Mukhi, especialista em internet e segurança cibernética ouvido pelo Business Standard, chamou o GeoCities de "oportunidade perdida para o Yahoo" e disse que a empresa poderia tê-lo transformado em um Facebook. Rich Skrenta, diretor-executivo da Blekko, publicou no Twitter uma oferta para assumir o GeoCities em troca de 50% da receita futura[162].

Parceiros e patrocínios

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Festival do orgulho LGBT de Dublin em 2015, patrocinado pelo Yahoo

Em 11 de setembro de 2001, o Yahoo anunciou uma parceria com a FIFA para as copas do mundo de 2002 e 2006. O Yahoo foi um dos 15 parceiros da entidade nos torneios, e o acordo previa a apresentação conjunta das marcas nos sites da FIFA[163].

O Yahoo patrocinou o Festival Sundance de Cinema de 2012[164]. No mesmo ano, o NBC Sports Group firmou uma parceria com o Yahoo Sports para oferecer conteúdo e programas em computadores e dispositivos móveis[165].

Em 2013, o Yahoo anunciou parcerias para conteúdo televisivo em vídeo com a Condé Nast[166], a WWE, a ABC News e a CNBC[167]. No ano seguinte, iniciou uma parceria de dez anos como sócio fundador do Levi's Stadium, estádio do San Francisco 49ers[168].

A NBA fechou parceria com o Yahoo Sports para transmitir jogos e oferecer experiências virtuais e de realidade aumentada aos torcedores. Em 2018, o acordo passou a abranger o NBA League Pass[169][170]. O Yahoo Sportsbook foi lançado em novembro de 2019, em colaboração com o BetMGM[171][172].

O BuzzFeed comprou o HuffPost do Yahoo em novembro de 2020 por meio de uma troca de ações, e o Yahoo tornou-se acionista minoritário do BuzzFeed[173][174]. Naquele ano, a NFL também fechou uma parceria com o Yahoo para lançar no aplicativo Yahoo Sports a função "Watch Together", pela qual usuários podiam assistir juntos a transmissões sincronizadas de jogos locais e do horário nobre[175]. O Paley Center for Media e a Verizon Media começaram em 2020 a transmitir programas com exclusividade nas plataformas do Yahoo[176].

O Yahoo tornou-se o patrocinador principal da equipe Pramac Racing e o primeiro patrocinador titular do campeonato de esportes eletrônicos da MotoGP em 2021[177]. Como parceiro oficial da Semana de Moda de Nova Iorque de setembro daquele ano, patrocinou a coleção de Rebecca Minkoff por meio de um espaço de tokens não fungíveis[178]. Ainda em setembro, o Yahoo firmou uma parceria com a Shopify para conectar comerciantes eletrônicos ao Yahoo Finance, à AOL e a outros serviços[179].

Ver também

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Referências

  1. «Verizon Communications, Form 8-K, Current Report, Filing Date Jul 27, 2017» (PDF). secdatabase.com. Consultado em 1 de maio de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 2 de maio de 2018
  2. Lepitak, Stephen (3 de fevereiro de 2022). «Yahoo Targets Ad Tech Momentum with Spate of Exec Promotions». Adweek. Consultado em 7 de abril de 2022. Cópia arquivada em 31 de março de 2022
  3. «Fortune 500: Yahoo company profile». Fortune. Consultado em 8 de março de 2022. Cópia arquivada em 12 de abril de 2022
  4. «Yahoo 'Flashing Lights' Commercial (1080p)». YouTube
  5. «y!entertainment». yahoo.com/entertainment/. Yahoo. Consultado em 21 de março de 2025
  6. «Yahoo's Sale to Verizon Ends an Era for a Web Pioneer». The New York Times. 25 de julho de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017
  7. McGoogan, Cara (25 de julho de 2016). «Yahoo: 9 reasons for the internet icon's decline». The Daily Telegraph. Consultado em 4 de abril de 2018. Cópia arquivada em 17 de abril de 2018
  8. Tynan, Dan (21 de março de 2018). «The Glory That Was Yahoo». Fast Company. Consultado em 10 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 2 de dezembro de 2020
  9. Gaffin, Adam (11 de setembro de 1995). «Hello, Is Anyone Out There?». Network World. Consultado em 5 de março de 2015. Cópia arquivada em 14 de maio de 2015
  10. Gil, Paul (19 de abril de 2021). «What Does "Yahoo" Stand For?». Lifewire. Consultado em 4 de maio de 2021. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2016
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