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Crise em Cuba de 2026

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Crise cubana de 2026
Parte de Operação Lança do Sul e o Embargo dos Estados Unidos a Cuba
Localização de Cuba e sua região
Período3 de janeiro de 2026 – presente
LocalCuba, Mar do Caribe, Estreito da Flórida
ObjetivosMudança de regime
ResultadoBloqueio do fornecimento de petróleo a Cuba
Partes
Líderes
Donald Trump
Marco Rubio
Pete Hegseth
José Daniel Ferrer García
Luis Manuel Otero Alcántara
María Payá Acevedo
Miguel Díaz-Canel
Cuba Salvador Valdés Mesa
Cuba Manuel Marrero Cruz
Cuba Esteban Lazo Hernández
Cuba Bruno Rodríguez Parrilla
Cuba Álvaro López Miera
Cuba Raúl Castro

A crise cubana de 2026 é um conflito político e económico que começou a 3 de janeiro de 2026, após a intervenção norte-americana na Venezuela, na qual forças dos Estados Unidos derrubaram o líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado-chave do governo cubano, bloqueando o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba e declararam a sua intenção de promover uma mudança de regime na ilha até ao final de 2026.[14]

Os Estados Unidos começaram a bloquear os petroleiros que se dirigiam a Cuba, incluindo petroleiros da empresa estatal mexicana Pemex, ameaçando aplicar tarifas aduaneiras aos países que resistissem.[15]

A estratégia norte-americana tem sido vista como uma política de "pau e cenoura", propondo um compromisso caso as elites cubanas aceitem, ou uma revolta provocada pela fome caso não o façam. O presidente Trump apelou a Cuba para que "chegue a um acordo antes que seja demasiado tarde" e, em tom de brincadeira, chamou a Marco Rubio "um próximo presidente de Cuba", sugerindo que poderia ter um papel relevante numa eventual transição.[16]

Esta é considerada a maior crise desde a crise dos mísseis de 1962.

Desenvolvimento

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Antecedentes

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Após o ataque norte-americano à Venezuela a 3 de janeiro de 2026, o petróleo venezuelano que abastecia Cuba foi interrompido pela Marinha dos Estados Unidos. O Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio confirmou que Cuba é o próximo país cujo regime deverá mudar.

Os Estados Unidos confirmaram que a mudança de regime é um objectivo para finais de ano.[17]

A 11 de janeiro de 2026, Donald Trump ligou ao governo de Díaz-Canel para "fazer um acordo antes de que seja demasiado tarde".[15]

Cuba já enfrentava problemas de eletricidade e de petróleo antes da destituição de Maduro, o que provocou apagões e protestos em 2024 e 2025.[18]

Tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba

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O presidente Trump ameaçou a empresa estatal mexicana Pemex com impostos se continuasse a distribuição de petróleo a Havana e Santiago de Cuba. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que a decisão de deter as entregas de petróleo é "soberana".[19][20]

Apagões em Cuba

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Sob pressão dos Estados Unidos, Cuba registou cortes de energia que resultaram em apagões totais nas províncias orientais de Guantánamo, Santiago de Cuba, Holguín e Granma, enquanto a parte ocidental da ilha e Havana enfrentavam graves dificuldades elétricas.[21]

A 16 de março, o sistema de energia de Cuba colapsou provocando um apagão em todo o país.[22]

Escassez de combustível para aeronaves

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A 9 de fevereiro, Cuba declarou que não reabasteceria outras aeronaves nos aeroportos por falta de combustível.[23]

Resposta do governo cubano

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Inicialmente, Miguel Díaz-Canel utilizou uma retórica belicista contra o "imperialismo norte-americano" e apelou à população para se preparar para uma "guerra de toda a nação", ao mesmo tempo que organizava manifestações estatais contra o bloqueio petrolífero dos Estados Unidos.

No entanto, a 6 de fevereiro, a sua retórica suavizou-se após os apagões, declarando que "Cuba está pronta para dialogar com Washington sobre qualquer tema, sem pré-requisitos", embora tenha rejeitado negociações sobre casos que considerava assuntos internos cubanos.[24]

Reacções da oposição cubana

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A 6 de fevereiro, o El País realizou entrevistas com vários dissidentes cubanos, incluindo José Daniel Ferrer, Manuel Cuesta Morúa e Rosa María Payá. As suas reações foram uma combinação de esperança e de advertências contra possíveis manipulações, incluindo a perceção de que o regime cubano poderia suspender as negociações assim que a situação se estabilizasse.[25]

Protestos anti-governamentais

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A 6 de fevereiro, ocorreu um protesto-panelaço massivo durante um apagão no município de Arroyo Naranjo, em Havana.[26]

Ações internacionais

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México

Após a deposição de Maduro, os Estados Unidos começaram a aumentar a pressão sobre o México para reduzir as suas vendas de petróleo a Cuba, com o Presidente Donald Trump a ameaçar impor tarifas a qualquer país que fornecesse petróleo a Cuba. O México suspendeu temporariamente os envios de petróleo para Cuba a 27 de janeiro e a Presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que a decisão de suspender as entregas de petróleo foi "uma decisão soberana". Em fevereiro de 2026, o México enviou dois navios de ajuda humanitária para Cuba para ajudar a aliviar os impactos do embargo dos EUA.[27]

China

A China envia 30 mil toneladas de arroz para Cuba, em janeiro. Em março, chega a Cuba lote com nova doação de 60 mil toneladas e é anunciada uma assistência financeira de emergência de 80 milhões de dólares destinada à aquisição de equipamentos elétricos e outras necessidades urgentes.[28]

Rússia

A 30 de março, um petroleiro russo que transportava 100.000 toneladas de petróleo bruto chegou a Havana. A carga russa poderia ser convertida em 250.000 barris de gasóleo, o que poderia satisfazer a procura energética cubana durante 12 dias e meio. O jornal The Guardian defendeu que a atracagem do petroleiro russo sinaliza uma maior flexibilidade americana quanto à capacidade de Cuba comprar petróleo ao exterior.[29]

Reacções

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Internacionais

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  •  China: O Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian declarou: "A China apoia firmemente Cuba na salvaguarda da sua soberania e da sua segurança nacional e opõe-se à ingerência estrangeira", acrescentando: "Prestaremos sempre apoio e ajuda ao lado cubano na medida das nossas capacidades".
  •  Portugal: Turistas portugueses em Cuba foram evacuados e o grupo hoteleiro português Vila Galé encerrou os seus hotéis na ilha. As agências de viagem desaconselham viagens para Cuba.[33]
  •  Vietname: O Vietname entregou 250 toneladas de arroz a Cuba como ajuda não reembolsável, contribuindo para ajudar o país a garantir a segurança alimentar nas recentes dificuldades.[7]
  •  ONU: O secretário-geral António Guterres afirmou estar "extremamente preocupado" com a situação humanitária em Cuba, "que vai piorar, ou mesmo entrar em colapso" se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas.[35]

Ver também

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Referências

  1. «Argentina backs US embargo on Cuba for first time in UN history». Buenos Aires Herald. 30 de outubro de 2025. Consultado em 30 de outubro de 2025
  2. Lopez, Oscar; Nicoll, Ruaridh (12 de fevereiro de 2026). «Mexico sends aid to Cuba as Sheinbaum walks diplomatic tightrope with US». The Guardian
  3. «China willing to help Cuba amid jet fuel shortage, foreign ministry says». Yahoo News. 10 de fevereiro de 2026
  4. https://www.presstv.ir/Detail/2026/02/13/763981/South-Africa-support-Cuba-amid-US-sanctions
  5. «Russia Expected to Supply Cuba With Oil as 'Humanitarian Aid'». The Moscow Times. 12 de fevereiro de 2026. Consultado em 16 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2026
  6. https://www.reuters.com/business/energy/russia-deliver-crude-oil-fuel-cuba-soon-izvestia-newspaper-reports-2026-02-12/
  7. 1 2 Online, Nhan Dan (15 de fevereiro de 2026). «Viet Nam supports Cuba in ensuring food security». Nhan Dan Online
  8. «Belarusian FM reaffirms support for Cuba at meeting with ambassador». eng.belta.by. 16 de fevereiro de 2026
  9. «Onet – Jesteś na bieżąco». www.onet.pl
  10. «Spain to send humanitarian aid to Cuba through UN». Agence France-Presse. 16 de fevereiro de 2026. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  11. «Iran Condemns Intensification of U.S. Economic Blockade on Cuba». iranpress.com
  12. Reporter, UG Diplomat (15 de fevereiro de 2026). «AU Reiterates Solidarity with Cuba, Calls for Immediate End to U.S. Blockade»
  13. «ACUC calls on African states to vote against economic blockade on Cuba». www.msn.com. 28 de outubro de 2025
  14. de Córdoba, José (22 de janeiro de 2026). «Estados Unidos busca activamente un cambio de régimen en Cuba para fin de año». The Wall Street Journal
  15. 1 2 «Cuba condena la decisión de Trump de imponer aranceles a naciones que envían petróleo a Cuba». The Caribbean Council. 2 de fevereiro de 2026
  16. «Trump tells Cuba to 'make a deal, before it is too late'». BBC. 11 de janeiro de 2026. Consultado em 11 de janeiro de 2026
  17. «Trump dice a Cuba que 'haga un acuerdo antes de que sea demasiado tarde'». BBC. 11 de janeiro de 2026
  18. «Raras protestas estallan en Cuba por escasez de alimentos y electricidad». France 24. 18 de março de 2024
  19. Raul Cortes (4 de fevereiro de 2026). «Pemex de México suministró $496 millones de petróleo a Cuba en 2025». Reuters
  20. «¿México, bajo presión de Donald Trump, contribuirá a la caída del comunismo en Cuba?». Rzeczpospolita. 6 de fevereiro de 2026
  21. Waldemar Stelmach (5 de fevereiro de 2026). «Cuba sumida en la oscuridad. Oriente sin luz». RMF24
  22. Sherwood, Dave (16 de março de 2026). «Cuba's national electric grid collapses, leaving millions without power». Reuters. Consultado em 16 de março de 2026
  23. «La dictadura de Cuba informó a las aerolíneas que a partir del lunes se queda sin combustible para aviones». Infobae. 8 de fevereiro de 2026
  24. Paulina Blaziak (6 de fevereiro de 2026). «Cuba sumida en crisis. El presidente afloja y busca diálogo con Trump». Interia Biznes
  25. Colomé, Carla Gloria (6 de fevereiro de 2026). «Líderes de la oposición cubana sobre el diálogo con EE. UU.: 'La solución al sufrimiento del pueblo debe estar en el centro del debate'». El País
  26. Lesiuk, Marek (8 de fevereiro de 2026). «La economía implosiona por falta de combustible, todo el país a oscuras. En Cuba se acaba el combustible». BitHub.pl
  27. Lopez, Oscar; Nicoll, Ruaridh (12 de fevereiro de 2026). «Mexico sends aid to Cuba as Sheinbaum walks diplomatic tightrope with US». The Guardian. Consultado em 12 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2026
  28. «Após 30 mil toneladas de arroz em janeiro, China embarca primeiro lote de nova doação de 60 mil toneladas a Cuba»
  29. Trump appears to relax de facto oil blockade on Cuba as Russian oil tanker arrives theguardian.com
  30. «EUA anunciam ajuda de 6 milhões de dólares a Cuba entre tensões diplomáticas». Euronews. Consultado em 12 de fevereiro de 2026
  31. «Presidente de Brasil apoyó a gobiernos de Cuba y Venezuela y criticó acciones de EE. UU.». Polska Agencja Prasowa. 8 de fevereiro de 2026
  32. «Dois navios de ajuda humanitária provenientes do México chegam a Havana». Euronews. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
  33. Observador (12 de fevereiro de 2026). «Turistas portugueses em Cuba regressam pela República Dominicana e agências contêm novas viagens. Vila Galé já está a encerrar hotéis». Observador
  34. Sukhankin, Sergey (22 de janeiro de 2026). «El Kremlin considera la posible pérdida de Cuba un golpe simbólico importante». Jamestown
  35. «ONU preocupada com possível "colapso" humanitário em Cuba face à escassez de petróleo». SAPO. Consultado em 13 de fevereiro de 2026