Eleição presidencial no Brasil em 2026
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| Pesquisas de opinião | ||||||||||||||||||||||||||||
| Registrado | 158 745 502 | |||||||||||||||||||||||||||
| Participação | 125 275 835 (primeiro turno) 128 236 074 (segundo turno) | |||||||||||||||||||||||||||
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A eleição presidencial no Brasil em 2026 foi realizada entre 4 e 25 de outubro para eleger o presidente e o vice-presidente da República, e fez parte das eleições gerais desse ano no país. Conforme as regras eleitorais vigentes, como nenhum candidato obteve maioria dos votos válidos no primeiro turno, o segundo turno foi realizado no dia 25 de outubro e resultou na vitória do candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de virada, após Flávio Bolsonaro ter terminado o primeiro turno à frente.[1][2][3] Foi a primeira vez que um candidato a presidente, tendo terminado o primeiro turno em segundo lugar, saiu vencedor do segundo turno.[4] Lula também bateu o seu próprio recorde de votação com 64.256.232 votos, sendo a marca anterior a de 60.345.999 em 2022.[5] O presidente e o vice-presidente eleitos serão empossados em 5 de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos.[a]
Essa eleição ficou marcada por suspeitas de interferências externas das big techs, com parte dos conteúdos sugeridos pelos algoritmos sendo benéficos ao campo do bolsonarismo e de partes da direita, além de discordâncias quanto as metodologias de institutos de pesquisas de opinião, que passaram a apresentar resultados completamente diferentes aos aferidos nas urnas, sob temores de retaliações judiciais e pela dificuldade de captar as movimentações de votos nos dois turnos.[8][9] O segundo turno ficou marcado pelo crescimento de manifestações numerosas nas ruas durante todo o período de campanha, principalmente com apoio ao presidente e candidato à reeleição, Lula, atraindo o maior número de pessoas desde os atos das Diretas Já.[10] Análises atribuíram a virada de Lula ao fortalecimento e reorganização de sua mobilização nas ruas e nas redes sociais, medidas do governo e erros de Flávio e aliados, que provocaram e se uniram à queda da abstenção e dos votos brancos e nulos.[11][12][13]
Doze candidaturas estiveram em disputa neste pleito: o incumbente, ex-metalúrgico e ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil); o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, empresário e advogado Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL); o ex-governador de Goiás, professor e médico Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático (PSD); o ex-governador de Minas Gerais, o administrador e empresário Romeu Zema, do Partido Novo (NOVO); o ativista político, empresário e músico Renan Santos, do Partido Missão; o psiquiatra e escritor Augusto Cury, do Avante; o economista e professor Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB); o professor e músico Hertz Dias do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU); a ativista política e cirurgiã-dentista Samara Martins do Unidade Popular (UP); o jornalista Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO); o veterinário e empresário Wilson Grassi do Democrata; e a advogada Clariana Barão pelo Democracia Cristã (DC).[14][15]
Contexto e sistema eleitoral

Lula venceu a eleição presidencial de 2022 pela menor margem da história brasileira, derrotando o presidente em exercício Jair Bolsonaro por 1,8% (ou 2 139 645 votos). Lula tornou-se o primeiro presidente brasileiro a conquistar um terceiro mandato e recebeu o maior número de votos em uma eleição no Brasil. Ao mesmo tempo, Bolsonaro, eleito em 2018, tornou-se o primeiro presidente em exercício a perder uma tentativa de reeleição desde a Emenda Constitucional n. º 16 de 1997, que permitiu a reeleição consecutiva.[16][17]
Em resposta à derrota, parte dos apoiadores de Bolsonaro foram às ruas e às portas dos quartéis pedir por um golpe militar para impedir a posse de Lula, enquanto o presidente derrotado tentou arregimentar apoio dentro das forças armadas para subverter o processo de transição e permanecer no poder. Por conta disso, Jair Bolsonaro foi condenado à pena de 27 anos e 3 meses de prisão.[18] Por se encontrar inelegível, Bolsonaro declarou apoio à candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.[19]
A administração de Lula foi caracterizada pela restauração e expansão dos serviços sociais e políticas públicas, mudanças no regime fiscal e tributário do Brasil e esforços para fortalecer o papel do governo federal. As principais medidas econômicas incluíram a aprovação de uma reforma do imposto sobre o consumo e a substituição do teto de gastos anterior por um novo arcabouço fiscal. O governo registou períodos de crescimento económico e de diminuição do desemprego,[20] ao mesmo tempo que enfrentou preocupações sobre a dívida pública, a sustentabilidade fiscal, as taxas de juro, o endividamento das famílias,[21] dificuldades financeiras corporativas,[22] e o aumento do custo de vida, particularmente os preços dos alimentos.[23]
A administração Lula também procurou restaurar o papel internacional do Brasil e expandir a sua participação na diplomacia multilateral, ao mesmo tempo que colocou maior ênfase na política ambiental e nos esforços para combater a desflorestação. O Brasil sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) de 2025, em Belém.[24] A política externa do governo também foi afetada por tensões internacionais e disputas económicas, incluindo a crise diplomática Brasil-Estados Unidos de 2025-2026.[25]
A gestão tem sido marcada por controvérsias políticas e debates sobre a regulação de plataformas digitais, desinformação, liberdade de expressão e a proteção de crianças no ambiente online.[26][27] Internamente, o governo enfrentou desafios no seu relacionamento com o Congresso e debates sobre gastos públicos e política económica.[28] Inicialmente composta por 37 ministérios, a administração passou por mudanças em sua estrutura ministerial e adotou uma nova identidade governamental e um novo slogan, "Ao Lado do Povo Brasileiro", em 2025.[29]
Segundo o artigo 77 da Constituição Federal do Brasil, o presidente e o vice-presidente do Brasil são eleitos em chapa conjunta por meio do sistema de dois turnos. O primeiro turno das eleições é realizado no primeiro domingo de outubro, que em 2026 será em 4 de outubro.[30][2] Um candidato que receba mais de 50% do total de votos válidos no primeiro turno é eleito. Se nenhum candidato atingir o limite de 50%, os dois candidatos mais votados no primeiro turno participam de um segundo turno de votação, realizado no último domingo de outubro (neste caso, 25 de outubro de 2026), e o candidato que receber uma pluralidade de votos no segundo turno é eleito.[2]
Calendário eleitoral
| Período | Atividades | Status |
|---|---|---|
| 5 de março a 3 de abril | Janela partidária para deputados trocarem de partido visando concorrer às eleições sem perder o mandato. | Realizado |
| 4 de abril | Data-limite para todos os futuros candidatos terem domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar as eleições com a filiação deferida pelo partido e estarem desincompatibilizados de cargos. | Realizado |
| 15 de maio | Início da campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo para pré-candidatos, sem realização de pedidos de voto e obedecendo a regras relativas à propaganda eleitoral na Internet. | Realizado |
| 20 de julho a 5 de agosto | Realização de convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatos. | Realizado |
| 16 de agosto | Início das campanhas eleitorais de forma igualitária, podendo qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto antes da data ser considerada irregular e multada. | Realizado |
| 28 de agosto a 1 de outubro | Veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno. | Realizado |
| 4 de outubro | Realização do primeiro turno das eleições. | Realizado |
| 9 a 23 de outubro | Veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao segundo turno. | Realizado |
| 25 de outubro | Eventual segundo turno das eleições para o executivo nas quais nenhum candidato tenha atingido a maioria dos votos válidos. | Realizado |
| Até 18 de dezembro | Diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral | A ser realizado |
Candidaturas
Foram treze candidaturas na disputa presidencial, enquanto uma candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral por irregularidades.[15] Embora o total de chapas registradas seja a mesma de 2022 (13), em termos de representação de gênero há duas mulheres titulares das chapas e outras cinco na posição de vice, menos que a quantidade da eleição de 2022.[32] No recorte racial, há apenas dois titulares que são pessoas negras[33] e, na interseção, há apenas uma mulher negra disputando na cabeça da chapa presidencial.[34] No tocante a patrimônio declarado, são quatro candidatos com fortunas acima de 50 milhões de reais.[35] Já considerando o espectro político de esquerda e direita, são várias candidaturas ao longo do espectro, contudo o campo da esquerda se apresentou de forma mais coordenada e concentrada, enquanto a direita política, mais dispersa e fragmentada comparativamente.[36]
| N.º | Presidente | Vice-presidente | Coligação Partidos |
Tempo de horário eleitoral | Ref. | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | |||||||
| 13 | Lula (Campanha) |
PT | Presidente do Brasil (2023–2026) |
Geraldo Alckmin | PSB | Vice-presidente do Brasil (2023–2026) |
Brasil Pronto pra Mais (FE Brasil (PT, PV e PCdoB), PSB, Fed. PSOL REDE (PSOL e REDE) e PDT) |
[37] | ||||
| 14 | Renan Santos (Campanha) |
MISSÃO | Presidente nacional do MISSÃO (2025–2026) |
Coronel Medina | MISSÃO | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [38] | |||
| 16 | Hertz Dias (Campanha) |
PSTU | Sem cargo político anterior | Vanessa Portugal | PSTU | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [39] | |||
| 21 | Edmilson Costa (Campanha) |
PCB | Secretário-geral do PCB (2016–2026) |
Cleusa Santos | PCB | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [40] | |||
| 22 | Flávio Bolsonaro (Campanha) |
PL | Senador pelo Rio de Janeiro (2019–2026) |
Alfredo Gaspar | PL | Deputado federal por Alagoas (2023–2026) |
Partido isolado | [41] | ||||
| 27 | Clariana Barão (Campanha) |
DC | Sem cargo político anterior | Fabiana Torquato | DC | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [42] | |||
| 29 | Rui Costa Pimenta (Campanha) |
PCO | Presidente nacional do PCO (1995–2026) |
Antônio Carlos | PCO | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [43] | |||
| 30 | Zema (Campanha) |
NOVO | Governador de Minas Gerais (2019–2026) |
Eduardo Girão | NOVO | Senador pelo Ceará (2019–2026) |
Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [44] | |||
| 35 | Veterinário Wilson Grassi (Campanha) |
Democrata | Sem cargo político anterior | Suêd Haidar | Democrata | Presidente nacional do Democrata (2015–2026) |
Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [45] | |||
| 55 | Ronaldo Caiado (Campanha) |
PSD | Governador de Goiás (2019–2026) |
Gilberto Kassab | PSD | Presidente nacional do PSD (2011–2026) |
Partido isolado | [46] | ||||
| 70 | Escritor Augusto Cury (Campanha) |
Avante | Sem cargo político anterior | Júlio Delgado | Avante | Deputado federal por Minas Gerais (2003–2023) |
Brasil dos Nossos Sonhos (Avante e Agir) |
[47] | ||||
| 80 | Samara (Campanha) |
UP | Vice-presidente nacional da UP (2016–2026) |
Raquel Brício | UP | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [48] | |||
Desistências
| N.º | Presidente | Vice-presidente | Coligação Partidos |
Tempo de horário eleitoral | Ref. | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | |||||||
| 28 | Leonardo Avalanche | PRTB | Presidente nacional do PRTB (2024–2026) |
Silvia | PRTB | Sem cargo político anterior | Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | [49] | |||
Indeferimentos
| N.º | Presidente | Vice-presidente | Coligação Partidos |
Tempo de horário eleitoral | Ref. | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | Candidato(a) | Partido Federação |
Cargo político anterior | |||||||
| 28 | Pablo Marçal | PRTB | Sem cargo político anterior | Leonardo Avalanche | PRTB | Presidente nacional do PRTB (2024–2026) |
Partido isolado | Sem direito ao horário eleitoral | Candidatura cassada por irregularidades na filiação partidária e inelegibilidade decorrente de condenações eleitorais.[50] | |||
Clariana Barão (DC)
Em todas as eleições presidenciais entre os anos de 1998 e 2022, a Democracia Cristã (DC) — antigo Partido Social Democrata Cristão (PSDC) — lançou o ex-deputado federal José Maria Eymael à Presidência da República.[51] Em 2025, entretanto, Eymael deixou a presidência do partido e decidiu ficar de fora das eleições do ano seguinte.[52] Sob a presidência de João Caldas, ex-deputado federal por Alagoas, o partido passou por uma série de pré-candidatos: em 31 de janeiro, a DC anunciou o ex-ministro Aldo Rebelo, que foi lançado com um discurso nacionalista e crítico ao Supremo Tribunal Federal.[53] Rebelo chegou a receber apoio individual de Ciro Gomes, já filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira,[54] entretanto, foi substituído, em maio, pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, o que acabou provocando um racha no partido e à uma tentativa de expulsão de Aldo Rebelo do DC.[55][56][57] No dia 17 de julho, Joaquim Barbosa acabou desistindo de se candidatar.[58] Caldas, dias depois, em entrevista ao G1, afirmou que a desistência do ex-ministro foi motivada pela falta de estrutura do partido.[59]
Após todas essas desistências e substituições, a Democracia Cristã decidiu por lançar oficialmente, no dia 5 de agosto, a candidatura da advogada Clariana Barão à Presidência, que seria acompanhada pela também advogada Fabiana Torquato.[60][61]
Edmilson Costa (PCB)
Em 1.º de agosto, convenção nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou a candidatura do economista Edmilson Costa a Presidente e Cleusa Santos a Vice-presidente da República.[62]
Escritor Augusto Cury (AVANTE)
Em 3 de agosto,[63] convenção nacional do Avante oficializou a candidatura de Augusto Cury a Presidente.[64] Em 5 de agosto,[63] convenção nacional do Agir oficializou a apoio formal à candidatura de Augusto Cury (Avante) à Presidência da República,[65] formando a coligação Brasil dos Nossos Sonhos.[66] Em sua primeira eleição,[67] a candidatura recebeu questionamentos se seria estratégia mercadológica de crescimento de seus negócios (venda de livros e cursos), em analogia à candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura Municipal de São Paulo, o que não foi apoiado por Cury.[68] Como vice na chapa, está o advogado Júlio Delgado, que foi deputado federal e já disputou a Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.[67]
No serviço de rede social virtual Instagram, o escritor contava com 8,3 milhões de seguidores, mais que a maioria das demais candidaturas, exceto Lula e Flávio Bolsonaro.[69] Após a participação no debate eleitoral em 23 de agosto, organizado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação e outros veículos, Cury obteve o maior crescimento de seguidores no Instagram e de buscas no Google.[67] Também houve crescimento de publicações sobre a candidatura e do alcance delas.[70] Tal desempenho chegou a ser associado a um crescimento não orgânico possivelmente motivado por Marçal, que teve sua candidatura lançada no mesmo pleito pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro mas encontra-se em processo de avaliação de impugnação por crimes eleitorais cometidos.[71] Embora tenha apresentado sua candidatura e simultaneamente declare apoio a Flávio Bolsonaro, Marçal também ofereceu auxílio a Cury quando o recebeu em seu podcast.[70] Entretanto, Sérgio Lima, publicitário da campanha de Cury, e Júlio Delgado, vice da chapa do AVANTE, negaram tanto a colaboração de Marçal dentro da campanha para o desempenho ascendente no ambiente virtual, quanto a contratação de influenciadores digitais para a amplificação e impulsionamento digitais coordenados (o que é proibido pela legislação eleitoral).[71][70]
Flávio Bolsonaro (PL)
O Partido Liberal (PL) trabalhava com nova candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, que foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018 e Presidente do Brasil entre 2019 e 2023.[72][73] Ele continuou a se apresentar que concorreria nas eleições de 2026, muito embora em 30 de junho de 2023, Bolsonaro tenha sido declarado inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação após atacar o sistema eleitoral brasileiro em uma reunião com embaixadores estrangeiros em 18 de julho de 2022, transmitida por uma rede de televisão estatal. Além disso, em 11 de setembro de 2025, foi condenado a 27 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022–2023.[74] Nesse cenário de inegibilidade, circularam outras possibilidades de candidaturas. Seu filho Eduardo Bolsonaro passou a se apresentar para concorrer no lugar do pai, mas seu mandato de deputado federal por São Paulo iniciado em 2015 foi cassado em 2025.[75][76] Após cassado,[77][78] Eduardo Bolsonaro declarou desistência à corrida presidencial e apoio ao seu irmão, Flávio Bolsonaro.[76] Adicionalmente, ficou inelegível, por 12 anos, ao ser condenado em 16 de junho de 2026 pelo STF,[79] por crime de coação no processo de investigação pela trama golpista de 2022.[80]
Paralelamente, Michelle Bolsonaro, primeira-dama do Brasil entre 2019 e 2023, também foi citada como possível nome para substituir Jair Bolsonaro.[81] Deputados federais chegaram a articular mudança na Constituição brasileira para diminuir a idade mínima exigida para ser Presidente do Brasil (que é de 35 anos), o que possibilitaria a candidatura de Nikolas Ferreira, vereador de Belo Horizonte entre 2021 e 2023 e então deputado federal por Minas Gerais.[82][83][84] Com a impossibilidade de Jair Bolsonaro concorrer ao cargo, este delegou ao filho Flávio Bolsonaro, então senador pelo Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 2025, a disputa à Presidência em seu lugar, lançando-se como o candidato do campo bolsonarista.[85][86] No mesmo dia, Eduardo e Michelle Bolsonaro declararam apoio a ele.[87][88] Em 25 de julho,[63] convenção nacional do PL oficializou candidatura de Flávio Bolsonaro a Presidente.[89][90]
Em 2 de junho, Bolsonaro se encontrou com outros dois então pré-candidatos presidenciais, Ronaldo Caiado, filiado ao Partido Social Democrático (PSD), e Romeu Zema, filiado ao Partido Novo (NOVO), durante a exposição Megaleite, em Belo Horizonte, e defenderam conjuntamente a união da direita no segundo turno contra a candidatura de Lula, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).[91] Ainda antes do registro da candidatura, houve tentativa de angariar o eleitorado de Zema com a desistência de sua candidatura numa negociação que envolveria apoio do PL à candidatura ao governo de Minas Gerais de Mateus Simões, filiado ao Partido Social Democrático (PSD) e apadrinhado por Zema, o qual disputaria uma das duas vagas ao Senado Federal por Minas no lugar da Presidência da República.[92]
Hertz Dias (PSTU)
No dia 31 de julho, a convenção nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) oficializou a candidatura de Hertz Dias a Presidente e Vanessa Portugal a Vice-presidente.[93][94]
Leonardo Avalanche (PRTB)
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) tinha em vista seu então filiado Pablo Marçal que havia se lançado para a disputa presidencial, contudo ele mudou de partido e também se tornou inelegível para o pleito por condenações na Justiça Eleitoral.[95][96] E, em 17 de dezembro de 2025, Marçal declarou apoio a Flávio Bolsonaro.[97] Já no período das convenções partidárias, em 29 de julho de 2026,[63] a convenção nacional do PRTB oficializou a candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência da República.[98] Contudo, em 15 de agosto, o partido registrou a candidatura de Pablo Marçal ao cargo, após uma liminar da Justiça Eleitoral autorizar seu retorno ao PRTB, com filiação retroativa a 4 de abril de 2026.[99] Apesar do registro, Marçal estava inelegível por condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e o registro de sua candidatura requereu deferimento do Tribunal Superior Eleitoral.[100] Enquanto isso, em agosto de 2026, declarou apoio a Flávio Bolsonaro e ofereceu auxílio a Augusto Cury.[70] Em 11 de setembro, o registro da candidatura foi cassado, de forma unânime, por irregularidades na filiação partidária e inelegibilidade decorrente de condenações eleitorais.[101] Leonardo Avalanche foi então lançado como candidato à Presidência, tendo Silvia como candidata a Vice-presidente.[102]
Lula (PT/FE Brasil)

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil eleito em 2022 e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT, integrante à Federação Brasil da Esperança, que também reúne o Partido Comunista do Brasil e o Partido Verde), havia declarado em 2022, antes de ser eleito Presidente da República, que não concorreria à reeleição.[103] Nesse contexto, durante o seu mandato, outros nomes foram aventados para sucedê-lo com o seu endosso, como o ex-prefeito de São Paulo e então ministro da Fazenda Fernando Haddad, também do PT.[104] Além dele, também especulou-se que a então ministra do Meio Ambiente Marina Silva, da Rede Sustentabilidade (REDE), também pudesse concorrer para suceder Lula.[105] O historiador Jones Manoel havia se colocado em 2025 como pré-candidato à Presidência a partir da organização política Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) — o que não permitiria lançar candidatura sem filiação a partido político registrado — até que esta promoveu, em 2026, a filiação democrática de seus membros ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), incluindo Jones Manoel, com a condição de apoio à candidatura de reeleição de Lula.[106][107][108]
Em 2024, Lula anunciou que não descartava a possibilidade de concorrer novamente à presidência do Brasil para impedir que o que chamou de "trogloditas" voltassem a governar o país, declarando à época que não permitiria que o Brasil voltasse "a ser governado por um fascista e negacionista."[109] Em outubro de 2025, enquanto visitava a Indonésia em agenda oficial, anunciou que se candidataria novamente à reeleição.[110] Para a vaga de vice na chapa presidencial, foi cogitada uma aliança com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que poderia indicar o então ministro dos Transportes Renan Filho ou o então governador do Pará Helder Barbalho; contudo, essa aliança foi descartada e a chapa de 2022, com Geraldo Alckmin foi mantida.[111]
O primeiro partido a dar o seu apoio formal à candidatura de Lula foi o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que o fez em convenção nacional no dia 20 de julho de 2026.[112][113] Após o PDT, no dia 29 de julho, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou o seu apoio à candidatura de Lula à Presidência, além de oficializar, também, o lançamento do nome de Geraldo Alckmin à Vice-presidência.[114][115] O Partido Comunista do Brasil também declarou apoio à candidatura no dia 30 de julho,[116] o Partido Verde fez o mesmo no dia 31 de julho.[117][118] O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, oficializou a candidatura de Lula no dia 2 de agosto, em convenção que reuniu também os demais partidos da Federação Brasil da Esperança.[119][120] No dia 5 de agosto, a Federação PSOL REDE foi a última a oficializar o apoio ao nome de Lula.[121][122]
O candidato petista recebeu apoio internacional do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Ele publicou no X: "Lula representa um Brasil que luta contra a injustiça e a desigualdade, que amplia direitos e que defende a democracia frente ao autoritarismo. Esse Brasil merece seguir avançando rumo a um futuro de esperança e progresso. Por isso, todo o nosso apoio a Lula".[123][124]
Renan Santos (MISSÃO)

Em 20 de julho, convenção nacional do Partido Missão (MISSÃO) oficializou a candidatura de Renan Santos, presidente da legenda, a Presidente da República e do Coronel Aroldo Medina, a vice-presidente. Um evento representativo da convenção foi programado para 1.º de agosto, mas foi realizada oficialmente a convenção em 20 de julho.[125][126] O partido teve seu registro deferido pela Justiça Eleitoral em novembro de 2025 e nesse mesmo mês partido lançou sua pré-candidatura.[127][128] Por não informar todos os perfis em serviços de redes sociais, ação necessária diante dos mecanismos de impulsionamento algorítmico e concorrência desleal, a campanha foi suspensa temporariamente nos perfis digitais não informados, assim como o acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha e a participação em entrevistas e debates entre 31 de agosto e 1.º de setembro.[129][130]
Após o primeiro turno, Renan Santos declarou neutralidade, não apoiando nenhum dos dois candidatos. Numa transmissão em rede social, declarou: "Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro."[131]
Ronaldo Caiado (PSD)
No contexto de uma "candidatura de terceira via", o Partido Social Democrático (PSD) recebeu as filiações de Eduardo Leite[132] e Ronaldo Caiado.[133][134] Essas duas figuras se somaram a Ratinho Júnior, então governador do Paraná (2019-2026),[135][136][137] como pré-candidatos e disputaram quem seria candidato pelo partido.[133][138] Caiado estava antes no partido União Brasil (UNIÃO), chegou a ser declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) após condená-lo, em primeira instância, pelo crime de abuso de poder político,[139] anunciou sua pré-candidatura em 4 de abril de 2025,[140] em 8 de abril o TRE-GO reverteu a decisão anterior, voltando a ser elegível,[141] e filiou-se ao PSD em janeiro de 2026.[142] Por sua vez, Leite anunciou sua desfiliação do Partido da Social Democracia Brasileira em 8 de maio de 2025 para ingressar no PSD visando as eleições de 2026.[143] Ratinho Júnior, que era filiado ao partido, não deixou o governo do Paraná e anunciou a desistência da candidatura presidencial em março de 2026.[144] Naquele mesmo mês, Caiado venceu a disputa interna, consolidou-se como pré-candidato único do partido[138] e, em 26 de julho,[63] convenção nacional do PSD oficializou candidatura de Ronaldo Caiado a Presidente e Gilberto Kassab a Vice-presidente.[145][146]
Após encontro em São Paulo em 26 de maio de 2026, Caiado e o então também pré-candidato Romeu Zema, filiado ao Partido Novo (NOVO), passaram a manifestar a possibilidade de formarem conjuntamente uma só chapa presidencial.[147] Na semana seguinte, Caiado se encontrou com Zema e outro então pré-candidato, Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal (PL), durante a exposição Megaleite, em Belo Horizonte, e defenderam conjuntamente a união da direita no segundo turno contra a candidatura de Lula, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), além de rechaçar a chapa conjunta antes aventada.[91] As duas candidaturas disputam o perfil de voto antipetista com resistência ao bolsonarismo.[147] Após o registro da candidatura feito, setores do PSD tentaram, sem sucesso, a desistência da candidatura de Zema (NOVO) e seu apoio a Caiado.[148]
Rui Costa Pimenta (PCO)
No dia 1 de agosto, a convenção nacional do Partido da Causa Operária (PCO) oficializou a candidatura de Rui Costa Pimenta a Presidente e Antônio Carlos a Vice-presidente.[149] Ele lançou sua pré-candidatura pelo PCO em outubro de 2025.[150]
Samara (UP)

No dia 26 de julho de 2026, a convenção nacional da Unidade Popular (UP) oficializou a candidatura de Samara Martins a Presidente e Raquel Brício a Vice-presidente.[151][152] Antes havia lançado em 1.º de fevereiro de 2026 sua pré-candidatura.[153]
Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA)
No dia 2 de agosto, a convenção nacional do Democrata oficializou a candidatura do veterinário Wilson Grassi Júnior a Presidente.[154] Em dezembro de 2025, o partido teve seu pedido de renomeação deferido pela Justiça Eleitoral (de "Partido da Mulher Brasileira" para "Democrata"), possibilitando disputar os mandatos eletivos em 2026 com a nova identidade visual.[155] Por não informar todos os perfis em serviços de redes sociais, ação necessária diante dos mecanismos de impulsionamento algorítmico e concorrência desleal, a campanha foi suspensa temporariamente nos perfis digitais não informados, assim como o acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha e a participação em entrevistas e debates entre 31 de agosto e 3 de setembro.[129][130]
Zema (NOVO)
No dia 27 de julho de 2026, a convenção nacional do Partido Novo (NOVO) oficializou a candidatura do ex-governador do estado de Minas Gerais, Romeu Zema a Presidente da República.[156][157] Ele havia anunciado sua pré-candidatura pelo NOVO em agosto de 2025.[158] Após encontro em São Paulo em 26 de maio de 2026, Zema e o então também pré-candidato Ronaldo Caiado, filiado ao Partido Social Democrático (PSD), passaram a manifestar a possibilidade de formarem conjuntamente uma só chapa presidencial.[147] Na semana seguinte, Zema se encontrou com Caiado e outro então pré-candidato, Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal (PL), durante a exposição Megaleite, em Belo Horizonte, e defenderam conjuntamente a união da direita no segundo turno contra a candidatura de Lula, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), além de rechaçar a chapa conjunta antes aventada.[91] As duas candidaturas disputam o perfil de voto antipetista com resistência ao bolsonarismo.[147]
A definição da candidatura também rejeitou negociações com o Partido Liberal (PL), que daria apoio à candidatura ao governo de Minas Gerais de Mateus Simões, filiado ao Partido Social Democrático (PSD) e apadrinhado por Zema, e eventual transferência de votos de Zema para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, cabendo à Zema a disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal por Minas.[92] Após o registro feito, setores do PSD também tentaram, sem sucesso, a desistência da candidatura, visando o apoio às candidaturas de Simões em Minas e, na eleição presidencial, de Ronaldo Caiado (PSD).[148] Tendo em vista o prazo máximo para substituição de candidaturas e a ausência de Romeu Zema ao debate organizado pela Band, voltaram discussões dentro do partido sobre sua desistência para concorrer à uma das vagas para o Senado Federal por Minas Gerais, possibilidade que foi rechaçada pela campanha.[159]
A equipe de comunicação da campanha é liderada pelo marqueteiro Renato Pereira.[159]
Neutralidade
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) chegou a veicular os nomes de dois políticos para concorrer à Presidência. Ciro Gomes, governador do Ceará entre 1991 e 1994 e candidato à Presidência em 1998, 2002, 2018 e 2022, voltou ao PSDB em outubro de 2025[160] e foi convidado para ser candidato pelo partido mas recusou em maio de 2026, para candidatar-se a governador do Ceará.[161] Posteriormente, o ex-deputado federal por Minas Gerais e candidato derrotado à presidência em 2014 no segundo turno Aécio Neves se dispôs a ser candidato, porém, em julho descartou sua candidatura.[162] Em 5 de agosto,[63] a convenção nacional da federação entre o partido com o Cidadania oficializou a neutralidade, optando pela liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[163]
O partido Republicanos defendia a candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência, no entanto, este não recebeu apoio de Jair Bolsonaro e descartou a candidatura, preferindo concorrer à reeleição como governador de São Paulo.[164] Em 22 de janeiro de 2026, ao negar sua candidatura presidencial, Freitas declarou apoio a Flávio Bolsonaro.[165][166] Antes, em abril de 2025, o então prefeito de Sorocaba e filiado ao partido, Rodrigo Manga chegou a anunciar sua pré-candidatura à Presidência.[167] Em maio de 2026, o partido chegou a avaliar o então senador por Minas Gerais Cleitinho Azevedo para a disputa presidencial, o que foi logo descartado.[168] No mês de julho, circulou pela imprensa que Flávio Bolsonaro havia acertado o apoio do partido numa eventual coligação, indicando Daniella Marques como a sua vice, em troca da indicação do presidente do partido, Marcos Pereira, como ministro do STF, fato este negado pelo partido, que indicou uma possível neutralidade.[169] Em 4 de agosto,[63] a convenção nacional do Republicanos oficializou a neutralidade, optando pela liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[170]
O partido Progressistas (PP) cogitou a candidatura de Tereza Cristina, então senadora pelo Mato Grosso do Sul e ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no governo Jair Bolsonaro (2019-2022).[171][172] O partido União Brasil (UNIÃO) recebeu a filiação de Pablo Marçal, que havia se colocado para concorrer à Presidência da República quando estava no PRTB[95] e não havia sido declarado inelegível até 2032 por três processos distintos (primeiro, em 21 de fevereiro de 2025, por abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação e arrecadação ilícita de recursos durante sua campanha na eleição municipal em São Paulo em 2024;[96] as outras duas condenações também foram por crimes eleitorais cometidos em 2024).[173][174] Ambos os partidos se juntaram numa federação partidária, a União Progressista (UPB). Em 22 de julho[63] a convenção nacional da Federação UPB (UNIÃO e PP), oficializou a neutralidade, optando pela liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[175]
O partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) chegou a ter parte de seus filiados em articulação com o Partido dos Trabalhadores (PT) para indicar o vice na chapa presidencial com Lula, sendo cogitados os nomes de Renan Filho e Helder Barbalho.[111] Contudo, a maioria dos diretórios estaduais do MDB assinou manifesto em favor da neutralidade do partido no pleito presidencial em março de 2026.[111] Assim, em 27 de julho,[63] a convenção nacional do MDB oficializou a neutralidade com liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[176]
Cabo Daciolo havia anunciado sua pré-candidatura em outubro de 2025, ainda que sem partido à época;[177] posteriormente então se filiou ao partido Mobilização Nacional (MOBILIZA) e pretendia concorrer novamente à Presidência do Brasil.[178] Contudo, em 27 de julho,[63] convenção nacional do MOBILIZA oficializou a neutralidade, liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[179] Daciolo foi registrado como candidato ao governo do Amazonas.[178]
Em 5 de agosto,[63] a convenção nacional do Podemos (PODE) oficializou a neutralidade com liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[163]
Ainda em 5 de agosto,[63] a convenção nacional da Fed. Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) oficializou a neutralidade com liberação dos diretórios estaduais para decidirem os respectivos apoios na disputa presidencial.[180]
O cantor e compositor Gusttavo Lima, sem filiação partidária, se lançou como possível candidato presidencial às eleições de 2026 até que anunciou sua desistência ainda em março de 2025.[181] Em 2025, chegou a ser veiculada a possível candidatura de Felipe Neto, youtuber e empresário, muito embora também não estivesse filiado a nenhum partido.[182]
Pesquisas de opinião
Controvérsias
Preocupações com a idade de Lula
Uma das preocupações relacionadas à candidatura à reeleição de Lula foi a sua idade, de 80 anos, o que faria dele o presidente mais velho já eleito no Brasil. A revista britânica The Economist escreveu que Lula deveria desistir da candidatura e traçou um paralelo entre ele e o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que, em 2024, desistiu de concorrer à Casa Branca por mais quatro anos em meio à campanha eleitoral. Apesar disso, a revista afirmou que “ele parece estar em condição muito melhor do que Biden estava”, embora já tenha enfrentado problemas de saúde.[183][184] Reeleito,[185] Lula é o presidente mais velho a tomar posse, aos 81 anos, e poderá terminar o mandato aos 85 anos, quebrando seus próprios recordes, já que é o presidente mais velho da história do Brasil.[186] Lula passou a publicar vídeos nas redes sociais fazendo exercícios físicos, com o objetivo de demonstrar que está apto para exercer mais um mandato.[187]
Suspeitas de interferência estrangeira
O candidato Renan Santos (MISSÃO) acionou o TSE para investigar interferência estrangeira nas eleições, acompanhado da campanha do presidente Lula, ambos candidatos acusando governos estrangeiros de favorecerem a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com Renan, agentes estrangeiros estariam interessados nas reservas brasileiras de terras raras, dado que o Brasil é o segundo mais rico do mundo em terras raras, atrás da China.[188][189][190] A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) notificou os governos da França e Alemanha sobre suspeita de interferência estrangeira, por parte dos Estados Unidos e da Rússia.[191] A Rockbridge Network, ligada ao vice-presidente dos Estados Unidos J.D. Vance passou a ser citada em denúncias da atuação daquele país nas eleições de 2026.
Um documento elaborado pelo candidato a governador do Rio de Janeiro, André Marinho, denominado "Prosperity Partnership", apresenta propostas de cooperação entre Brasil e Estados Unidos para a exploração de minerais críticos e terras raras.[192]
O governador do estado estadunidense da Califórnia, Gavin Newsom, membro do partido de oposição ao governo do presidente de sua nação em 2026, Donald Trump, fez um alerta a brasileiros de que a eleição poderia sofrer interferência do governo de seu país.[193] Senadores estadunidenses enviaram uma carta ao governo Trump para não interferir nas eleições brasileiras, declarando preocupação "com o fato de o governo Trump estar usando pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer deliberadamente as instituições democráticas do Brasil antes da eleição presidencial de 4 de outubro de 2026".[194]
Em 1.º de outubro, Donald Trump declarou acompanhar "de perto" as eleições brasileiras e que pleito é "muito importante".[195] No dia anterior, uma reportagem do britânico The Guardian revelou que o governo Trump destina um milhão de dólares (5,2 milhões de reais) para projeto que contesta atuação do STF no Brasil e diz combater 'censura' no Brasil.[196][197] A AGU solicitou a PF e PGR para investigar o repasse de Trump à direita brasileira.[198] No dia seguinte, Trump repetiu seu discurso do dia anterior.[199]
Desde o início da semana da eleição, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido emitiram alerta de segurança para viagens ao Brasil.[200] Os Estados Unidos suspenderam serviços da embaixada e do consulado alegando questões de segurança, seguido pela Austrália que citou risco de "terrorismo".[201] O governo brasileiro passou a apurar o que os Estados Unidos classificaram como "possível ameaça".[202]
John Kiriakou, ex-agente da CIA, disse que os Estados Unidos podem estar interferindo a eleição presidencial brasileira.[203][204] Em um relatório, a OEA também apontou interferência externa durante o primeiro turno, mas sem identificar agentes e pacientes.[205]
Em 4 de outubro de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral descartou as alegações de interferência estrangeria nas eleições.[206] Em 7 de outubro, a Polícia Federal e a ABIN arquivaram pedidos de investigação de interferência estrangeira, concluindo que nenhum indício concreto de interferência foi identificado.[207][208]
Em 10 de outubro de 2026, o Intercept Brasil noticiou que Flávio teria pago seiscentos mil dólares à uma empresa norte-americana com o objetivo de manipular eleições através da inteligência artificial.[209][210][211]
Apuração dos votos no 1.º turno
Durante a divulgação da contagem de votos do primeiro turno, houve um "apagão" na atualização de dados, sendo um fenômeno percebido somente na disputa presidencial, uma vez que disputas para os demais cargos seguiram com resultados divulgados em tempo real. Por cinquenta minutos, a votação foi suspensa com 64,81% das urnas apuradas, retornando para 80%. Internautas alegaram que o apagão seria indício de fraude, mas o TSE afirmou que tratou-se de um evento protocolar previsto, descartando qualquer interferência externa.[212]
Atuação das Big Techs
Em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, ao ser indagado, o bilionário Elon Musk declarou em seu perfil no Twitter que "Vamos dar golpe em quem quisermos", endossando visão de que os Estados Unidos estariam por trás da saída de Evo Morales da presidência da Bolívia.[213] Similarmente, em janeiro de 2025, Mark Zuckerberg foi às redes sociais anunciar o alinhamento da companhia com o segundo mandato, declarando que "Vamos trabalhar com o presidente Trump para pressionar os governos ao redor do mundo que estão perseguindo empresas americanas".[214] A regulação da big techs é defendida pelo governo brasileiro.[215]
Em julho de 2026, o TSE assinou acordos para combater a desinformação eleitoral, com cláusulas contendo isenção de responsabilidade para Meta, X e Telegram por descumprir acordo. Os memorandos de entendimento foram propostos pelas próprias empresas para não receber sanções ou penalidades.[216]
O candidato Augusto Cury atribuiu ao algoritmo polarização política e denunciou que há 'interferência direta ou indireta' do algoritmo da Meta, no alcance de suas postagens nas redes sociais, o que impactaria seu desempenho eleitoral por esconder ou limitar sua campanha. Ele defende uma análise independente dos sistemas do Instagram e Facebook e diz que levará proposta ao TSE. Ele acusou a Meta de possível boicote e relacionou queda nas pesquisas de opinião às redes sociais.[217][218][219][220][221]
X e Starlink
A campanha do candidato Renan Santos alegou que postagens patrocinadas por contas registradas fora do Brasil no Twitter com público-alvo brasileiro visavam favorecer Flávio.[222] Diversos perfis estrangeiros que normalmente não comentam sobre política passaram a promover previsões de um mercado de apostas da Polymarket, um site proibido no Brasil, como se fossem pesquisas de opinião.[223] A plataforma identificou manipulação por perfis da Polônia, país que alegou não poder agir.[224]
Em março de 2026, através de edital, o TSE contratou a Hughes Telecomunicações do Brasil, que utilizaria terminais satelitais com a infraestrutura da Starlink, que pertence a Elon Musk, para garantir o envio de resultados de áreas remotas,[225] que não dispõem de infraestrutura convencional de transição de dados,[226] causando controvérsia, pois Elon integrou o governo Trump.[227]
Meta

A Meta, detentora do Facebook, WhatsApp, Instagram e Threads, desabilitou anúncios do perfil de Lula nas redes sociais a dez dias da eleição no primeiro turno, sem explicar motivos, mas anúncios foram restabelecidos.[228] Renan Santos alegou haver, supostamente, propaganda irregular para favorecer Flávio, com perfis ligados a Donald Trump impulsionando a propaganda eleitoral nas redes sociais. O deputado Nikolas Ferreira teria feito pagamento de valor entre 20 e 25 mil para impulsionar conteúdo sobre Lula e o Pix, e uma publicação teria alcançado um milhão de pessoas.[229][230]
A Meta foi acusada de aplicar restrições a conteúdos da campanha de Lula e seus apoiadores, algo que a empresa reconheceu como verdadeiro, mas alegou "falhas técnicas" e negou que estaria interferindo diretamente nas eleições.[231][232] O algoritmo estaria enviesado a favorecer a campanha adversária a de Lula, e a IA integrada entre os produtos Meta estaria entregando conteúdo bolsonarista mesmo que o usuário insistisse em pesquisa por conteúdo do presidente Lula.[233] A Meta teria amplificado anormalmente a campanha de Flávio e seus apoiadores, com Nikolas Ferreira tendo alcance doze vezes ou superior a figuras públicas internacionais mais seguidas no Instagram, como Cristiano Ronaldo, Kylie Jenner, Beyoncé e Neymar.[234][235] Uma publicação de Nikolas, sem áudio, alcançou 160 milhões de visualizações.[236] No dia 19 de outubro, apoiadores do presidente Lula organizaram uma manifestação em frente ao prédio da Meta em São Paulo.[237]
TV Globo
No programa Domingão com Huck de 27 de setembro, o apresentador Luciano Huck divulgou ao vivo a plataforma 'Tem Meu Voto', um site similar ao aplicativo Tinder no qual teoricamente ajuda o cidadão a dar 'match' com o candidato que mais se alinha a suas ideias políticas.[238] Durante acesso da plataforma, internautas relataram receber recomendações apenas candidatos de candidatos de direita e extrema-direita. Depois de ser denunciada por políticos, foi suspensa.[239][240] O MPF no Rio Grande do Sul abriu uma investigação para apurar se Huck e a TV Globo infringiram a legislação eleitoral.[241] A relação de Huck com Daniel Vorcaro, peça-chave no escândalo do Caso Master, ampliou suspeitas por parte da campanha de Lula sobre a parcialidade da TV Globo em sua cobertura sobre as eleições.[242]
Cancelamento do debate
Em 1º de outubro de 2026, a TV Globo cancelou o debate presidencial previsto para aquela noite, a menos de setenta e duas horas do primeiro turno das eleições. A emissora justificou a decisão pela “insegurança jurídica” decorrente de duas decisões judiciais de última hora que alteraram o formato e a composição do evento em relação às regras previamente acordadas com as campanhas.[243][244]
No dia 30 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou à emissora que não participaria do debate.[245] A campanha petista impetrou pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a ministra Estela Aranha concedeu liminar proibindo a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito ou a cadeira vazia correspondente ao candidato ausente, bem como de permitir que os demais participantes dirigissem perguntas ao espaço reservado a ele. A regra do púlpito vazio constava do regulamento da emissora e de documento contratual assinado pelas campanhas, inclusive a do PT.[246][247]
O candidato a presidência Renan Santos (MISSÃO) teve sua participação excluída do debate eleitoral promovido pela Globo, acionando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para ser obrigatoriamente incluído às vésperas do debate.[248][249] As ações, julgadas respectivamente pelos ministros Nunes Marques e Carmen Lúcia, foram negadas,[250] visto que o Art. 46 da Lei 9.504/1997 (Lei as Eleições) determina que só é obrigatório, na realização de debate, o convite de candidatos de partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, sendo facultativo convite dos demais candidatos.[251] O Partido Missão, por sua vez, tinha apenas 1 represente no Congresso Nacional em outubro de 2026.[252]
Renan acusou a TV Globo de estar "promovendo uma manipulação eleitoral" que favoreceria Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com ele, a manipulação seria a "mais escrachada do que a realizada pela mesma emissora em 1989", em menção à cobertura tendenciosa da eleição de Fernando Collor, que também enfrentou Lula.[253] No dia do debate, o ministro Gilmar Mendes determinou que Renan participasse[254] e o TSE proibiu que a Globo exibisse púlpito vazio com nome de Lula e vedou a possibilidade de candidatos fazerem perguntas direcionadas a Lula. No entendimento da ministra do TSE, Estela Aranha, a dinâmica proposta pela Globo geraria desequilíbrio na disputa eleitoral.[255]
Horas antes do horário previsto para o início do programa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que também não participaria, alegando “censura imposta ao evento pelo TSE” em razão da proibição do púlpito vazio. Com a ausência dos dois candidatos que lideravam as pesquisas e as alterações judiciais no formato, a TV Globo decidiu cancelar a transmissão.[256][257][258][259]
Candidatos que já se encontravam nos estúdios, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO), criticaram as decisões judiciais. Caiado classificou-as como "atentado à democracia brasileira". O cancelamento fez com que o primeiro turno de 2026 ocorresse sem confronto direto televisionado entre os dois principais candidatos nas pesquisas de intenção de voto.[260][261] Após o cancelamento, um protesto foi realizado por manifestantes em frente aos Estúdios Globo.[262]
Proibição de atos públicos
A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), proibiu eventos políticos e atos públicos durante os dias 3 e 4 (1° turno) e 24 e 25 de outubro (2° turno) na Avenida Paulista baseando-se em uma determinação do TRE-SP para vetar uma caminhada anunciada pelo Partido dos Trabalhadores e solicitada à prefeitura.[263] O TRE manteve o evento.[264] Segundo o PT, a conduta da prefeitura "abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda".[265]
Urnas eletrônicas
No 1° turno das eleições no Rio Grande do Sul, ao menos duas urnas tiveram que ser substituídas devido a tecla 3 estar danificada ou colada, o que travaria ao seu usuário apertá-la.[266][267] Algo parecido aconteceu em Campo Comprido, Curitiba, em que Super Bonder foi usado na tecla 1.[268]
Nossa Senhora Aparecida
Em 24 de setembro de 2026, a jornalista Maria Cristina Fernandes afirmou no programa Em Pauta, da GloboNews, que existiria um movimento na Igreja Católica contrário a um projeto de lei para retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil. O trecho foi reproduzido nas redes sociais, associando o projeto à campanha de Flávio Bolsonaro. Poucas horas depois, no programa Edição da Meia-Noite, a apresentadora Marcelly Setúbal retratou-se e pediu desculpas.[269] A retratação foi criticada por jornalistas;[270] em 29 de setembro, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) defendeu Fernandes, afirmando repudiar ataques e tentativas de intimidação contra a profissional.[271]
Flávio Bolsonaro atacou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por suposto envolvimento na divulgação das publicações segundo as quais ele retiraria Nossa Senhora do posto de padroeira. Ele afirmou que "o PT conseguiu com ajuda de gente de dentro da CNBB" e acusou a entidade de participar da disseminação de notícias falsas. A CNBB reagiu declarando que "não participou da elaboração ou divulgação de informações falsas" e que "a mentira não se combate com outra mentira".[272][273][274] Em 28 de setembro, Flávio ergueu uma imagem de Nossa Senhora durante ato de campanha em São Paulo.[275] No mesmo dia, bispos e outros integrantes da CNBB receberam um relatório, produzido por um organismo ligado à Igreja Católica, sobre ataques da extrema-direita brasileira a católicos do país.[276] Segundo a jornalista Daniela Lima, a declaração de Flávio, em 23 de agosto, de que decretaria "Jesus Cristo o Senhor do Brasil" foi entendida pela Igreja Católica como um "apito de cachorro", e a instituição se sentiu ameaçada.[277] Em Cuiabá, no dia 29 de setembro, uma imagem de Nossa Senhora foi encontrada sem cabeça em um marco religioso, tendo sido vandalizada dias antes.[278][279] No mesmo dia, o presidente Lula defendeu a liberdade religiosa durante ato de campanha em Belém e afirmou que "ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida".[280]
Em 25 de setembro, o ministro André Mendonça determinou que plataformas on-line removessem publicações que associassem Flávio Bolsonaro à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Ao todo, 1 170 ligações foram tornadas indisponíveis.[281] Entre as publicações removidas estava a do humorista Antônio Tabet, que escreveu que "a família miliciana" havia decidido atacar a santa, sem citar nenhum Bolsonaro. A decisão foi criticada por expor uma contradição do bolsonarismo de rejeitar a liberdade de expressão que defende quando esta é usada para criticar seu candidato; também se observou que a tentativa de silenciar a crítica acabou por dar-lhe repercussão maior.[282] No dia 27, o ministro Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça e liberou as publicações sobre Nossa Senhora.[283] No dia seguinte, o ministro Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo a ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).[284] Em 29 de setembro, Nunes Marques incluiu o assunto na pauta de julgamento do plenário virtual do dia seguinte.[285]
Estilo de campanha de apoiadores
André Janones
Durante a campanha presidencial de 2026, o deputado federal André Janones, apoiador da candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, publicou vídeos com críticas às propostas econômicas associadas à campanha de Flávio Bolsonaro. Em uma das gravações, Janones afirmou que o candidato pretendia reduzir o valor das aposentadorias e disse ter informações oficiais sobre um plano de desvinculação dos reajustes previdenciários em relação ao salário mínimo. Em 14 de outubro, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do vídeo, considerando que não havia declaração ou proposta de Flávio que sustentasse a afirmação categórica de que os benefícios seriam reduzidos.[286]
A controvérsia ocorreu em meio à circulação de publicações que atribuíam à campanha de Flávio Bolsonaro propostas de acabar com benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de extinguir o décimo terceiro salário e alterar regras previdenciárias. Em checagem publicada em 7 de outubro, o UOL Confere informou que o coordenador da campanha, Rogério Marinho, havia defendido a revisão de reformas previdenciárias e trabalhistas, mas não anunciara as medidas específicas descritas nas publicações. O plano de governo de Flávio previa a manutenção de programas sociais existentes, sendo consideradas inverídicas as alegações de o candidato planejava extinguir benefícios sociais.[287]
Nikolas Ferreira
Nikolas Ferreira (PL), em campanha para Flávio, divulgou em suas redes sociais diversas peças eleitorais enganosas. Em 12 de outubro, Dia das Crianças, Nikolas publicou em suas redes sociais um vídeo no qual crianças acusam Lula, o filho Fábio Luís, o Lulinha, e o Partido dos Trabalhadores de crimes, tecendo críticas voltadas à segurança pública, economia e medo do futuro. Uma decisão liminar do TSE derrubou o vídeo, afirmando que o conteúdo apresentava desinformação e "exploração inadequada da inocência infantil".[288][289] Para o PT, ao utilizar as crianças, o impacto emocional da mensagem poderia comprometer a dignidade dos menores de idade. De acordo com o ministro do TSE, o vídeo "ultrapassa a barreira do razoável".[290] Deputados de Minas Gerais acionaram o MP para apurar o caso.[291][292]
Nikolas também postou um vídeo, fora de contexto, no qual Lula diz, de maneira informal, que mulheres estão mais habituadas ao teste do papanicolau que homens. O TSE determinou que Nikolas removesse a postagem.[293]
Popular
Em abril de 2026, a agência AFP Checamos verificou publicações e declarou serem falsas as publicações que alegam que o candidato do PL teria defendido aumento da idade de aposentadoria para 75 anos para homens e 72 para mulheres, além do fim de direitos trabalhistas. A agência não encontrou essas declarações nos registros dos discursos públicos do senador. A checagem distinguiu as alegações de declarações de seu coordenador de campanha, que havia defendido uma nova reforma da Previdência e a revisão da reforma trabalhista de 2017, sem detalhar medidas específicas.[294]
Em 14 de outubro, a campanha de Flávio solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral providências contra dezenas de perfis nas redes sociais, acusados de disseminar de forma coordenada informações falsas ou descontextualizadas sobre sua candidatura. Entre os conteúdos contestados estavam publicações sobre aposentadorias, benefícios sociais, propostas de alteração da Constituição e a empresa Starlink. O pedido incluía a remoção de 221 publicações e a suspensão de 32 perfis. O relator da ação solicitou informações mais detalhadas e a individualização das condutas apontadas, não havendo, até a publicação das reportagens consultadas, decisão definitiva sobre os pedidos.[295]
Ocorrências em manifestações
Lula
Durante os atos de apoio à Lula no Recife, o prédio do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (Nupit) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi alvo de um incêndio no dia 7 de outubro, causado por um curto-circuito.[296] Apesar de não serem apontados formalmente como responsáveis, prints de supostos apoiadores de Flávio Bolsonaro ameaçando os estudantes de violência e de incendiar os locais da UFPE circularam pelas redes sociais.[297] No dia 8, uma manifestação em Aracaju foi interrompida após um policial apaisana ter atirado para cima enquanto manifestantes passavam pelas ruas. O policial foi identificado e afastado das atividades no dia seguinte.[298]
No dia 11 de outubro, durante as manifestações pró-Lula em São Paulo, que contou com a presença do candidato à reeeleição, um grupo de manifestantes subiu nas estações Consolação e Trianon-Masp pela Avenida Paulista. Um dos integrantes, que estava sem camisa e com o rosto coberto pelo tecido apareceu balançando a bandeira de campanha de Lula, além da Palestina e do orgulho lésbico.[299] Além disso, alguns participantes haviam depredado e pichado a entrada das estações citadas com diversas frases críticas à Flávio Bolsonaro e Trump.[299] No mesmo dia, uma imagem falsa gerada por Inteligência Artificial de uma mulher negra limpando as estações depredadas circularam pelas redes sociais.[300]
Além disso, casos de violência foram registrados em alguns lugares do país, inclusive após a definição da vitória de Lula no dia 25 de outubro, com uma boa parte ocorrendo em Rio Verde.[301]
Flávio Bolsonaro
Durante o último ato de campanha de Flávio na Barra da Tijuca pelo Rio de Janeiro no dia 24 de outubro, um dos participantes foi flagrado levando um jovem negro acorrentado usando uma camisa do Flamengo e com adesivos da campanha de Lula contendo frases de ataque ao atual presidente e seus apoiadores. Após o vídeo circular pelas redes sociais, o Ministério da Igualdade Racial anunciou a abertura de inquérito contra o rapaz identificado nas imagens.[302] Já no ato de encerramento da campanha bolsonarista em Belo Horizonte, uma mulher foi flagrada rasgando um tecido que continha a foto de Nossa Senhora Aparecida.[303] No caso do último, a imagem divulgada era falsa e gerada por inteligência artificial.[304]
Suspeitas de parcialidade de Nunes Marques
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, acatando pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro, proibiu painéis de LED em comícios da campanha de Lula[305] e derrubou um vídeo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva associa Flávio ao Banco Master. A campanha de Flávio também aplicou telões de LED, mas o candidato não foi impedido.[306] O deputado Lindbergh Farias (PT) acusou Marques de ser parcial.[307]
Um canal de WhatsApp foi criado por André Janones, intitulado Exército do Lula, e destinado à mobilização de apoiadores do presidente. Em outubro, a campanha de Flávio acionou o TSE, alegando que o canal disseminava informações falsas, inclusive sobre aposentadorias e benefícios sociais. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a medida e determinou sua reativação, ao apontar questões relativas à competência para decidir sobre o caso no procedimento utilizado.[308][309] Em 12 de outubro, a área técnica do TSE informou não ter localizado, nas publicações examinadas do canal entre os dias 2 e 11 daquele mês, reproduções das afirmações específicas apontadas na ação. O relatório ressalvou, porém, que mensagens anteriores haviam sido apagadas ou editadas e registrou o emprego recorrente de linguagem polarizadora. No dia seguinte, Nunes Marques voltou a suspender o canal, desta vez por falta de registro formal perante a Justiça Eleitoral, determinando que ele só voltasse a funcionar após o cumprimento das exigências estabelecidas.[310][311] Em 14 de outubro, Nunes Marques determinou a reativação antecipada do canal, após a campanha de Lula solicitar a suspensão, pelo mesmo período, do canal Tropa do Flávio, vinculado à campanha adversária. A decisão levou em consideração a necessidade de tratamento isonômico entre as candidaturas e a proporcionalidade das medidas adotadas no ambiente digital.[312] Por suas decisões relacionadas a esse caso, juristas pediram a suspeição de Nunes Marques.[313] Uma ala do TSE também viu interferência de Nunes Marques em julgamentos que favorecessem irregularmente Flávio.[314]
Falta de ônibus em cidades e extensão da votação no segundo turno
No dia do segundo turno, 25 de outubro, o fim da votação e início da apuração de votos estava previsto nacionalmente para as 17h, o padrão de toda eleição, porém, citando diversos eventos naturais, sociais e infraestruturais que teriam interferido na votação, como fortes chuvas, alagamentos, problemas no transporte público e adesivamento indevido de ônibus urbanos, as campanhas de ambos os lados fizeram repetidos pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para estender o período de votação.[315]
Às 13h20, a campanha de Lula pediu ao TSE uma prorrogação da votação nos municípios baianos de Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Às 15h27, a campanha de Flávio pediu ao TSE uma extensão para municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando como motivo fortes chuvas, alagamentos e falta de energia atingindo essas regiões. Às 15h46, o PT recorreu ao STF pela prorrogação nos municípios baianos. Às 16h20, faltando 40 minutos para o fim, a campanha de Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir uma prorrogação nacional de duas horas das votações até as 19h. Às 16h40, faltando 20 minutos, a campanha de Flávio pediu ao TSE uma prorrogação para os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, afirmando que esses estados estavam sendo afetados por chuvas.[315]
Às 17h01, o ministro do STF Cristiano Zanin acatou o pedido da campanha petista e estendeu a votação nacionalmente.[315] A decisão afetou somente estações de votação que ainda estavam abertas.[315] No total, foram registrados somente cerca de 35 mil votos após as 17h, o que equivale a 0,027% do total de votos registrados no dia.[316][317]
Críticos da decisão citam o fato de que Zanin é um dos ministros indicados por Lula e foi advogado de Lula na Lava Jato, o que poderia classificá-la como suspeição. Muitos afirmam que como muitas urnas já haviam sido fechadas, a extensão não foi isônoma nacionalmente e a eleição deveria ser portanto anulada. Flávio Bolsonaro chamou a decisão de "inaceitável" e inicialmente defendeu a anulação da eleição.[318] No dia seguinte ao resultado das urnas, Flávio desistiria de judicializar o caso, apesar de abrir pedido de cassação da chapa de Lula por abuso de poder, além de que o PL, através de uma nota assinada por Valdemar Costa Neto, já havia reconhecido o resultado horas antes da decisão de Bolsonaro.[319][320]
Debates e entrevistas
De maneira inédita, a Band promoveu o primeiro debate eleitoral entre os possíveis candidatos à presidência da República com pessoas do mesmo partido, no caso, o PSD, em 15 de março de 2026 através do programa Canal Livre. Participaram do encontro: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.[133][321]
Primeiro turno
Primeiro Debate (23 de agosto)
Em 17 de março, a Band e a TV Cultura renovaram a parceria firmada nas eleições de 2022 para a organização de um pool de imprensa na realização dos debates presidenciais no primeiro e no segundo turno.[322] A emissora paulista também definiu que seu debate ocorreria inicialmente em 16 de agosto, uma semana depois dos debates com candidatos aos governos estaduais.[323][324] Outras emissoras como a TV Gazeta e a Jovem Pan (incluindo TV aberta, por assinatura e rádio) se juntariam a este pool.[325][326] No entanto, a Band alteraria a data de seu debate para o dia 23 de agosto, uma vez que a data inicialmente selecionada coincidiria com um evento marcado pelo candidato à reeleição, Lula.[327][328]
A esse debate, foram convidados, por força de lei, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Além desses, também foram convidados os candidatos Renan Santos e Romeu Zema. Todos, entretanto, com exceção de Renan, Caiado e Cury, cancelaram suas participações.[329] Lula optou por conceder uma entrevista à TV Record no mesmo horário da transmissão do debate e declinou o convite, provocando o cancelamento da participação de Flávio Bolsonaro, que havia indicado que só participaria caso Lula também participasse. Zema, por sua vez, também afirmou que não iria ao debate por conta do decline de Lula.[330][331] Boa parte das manifestações dos candidatos que compareceram foram voltadas a atacar aqueles que haviam faltado, com Renan Santos sendo percebido como o participante mais agressivo e Ronaldo Caiado e Augusto Cury como os candidatos mais contidos.[332]
Segundo debate (18 de setembro)
O podcast Inteligência Ltda., apresentado pelo humorista Rogério Vilela, se uniu ao portal de notícias Metrópoles e à empresa G4 para organizar um debate no dia 18 de setembro. Além dos candidatos que tinham a prerrogativa legal de serem convidados, também foram chamados os candidatos Renan Santos, Romeu Zema e Samara Martins. Novamente, entretanto, a maioria dos candidatos convidados não compareceu, contando o debate apenas com a participação de Zema, Cury e Samara.[333]
Terceiro debate (21 de setembro)
O Flow Podcast também organizou, dessa vez em parceria com o aplicativo de vídeos curto Kwai e com checagem de fatos da Agência Lupa, um debate em que foram convidados os mesmos candidatos que receberam o convite para participar da discussão na Band.[334][335] Novamente, entretanto, o debate foi esvaziado e contou com a presença apenas de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Lula justificou sua ausência citando a sua participação na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.[336][337]
Quarto debate (23 de setembro)
A revista Veja, em parceria com a Rede Brasil, organizou o debate seguinte convidando todos os mesmos candidatos que foram convidados nos debates do Flow Podcast e da Band. Entretanto, compareceram apenas Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Augusto Cury havia aceitado o convite mas cancelou sua participação de última hora em razão de um acidente de helicóptero que vitimou um dos conselheiros de sua campanha.[338]
Quinto debate (26 de setembro)
Os canais de YouTube e podcasts MyNews, Kritikê e Dois Irmãos organizaram o último debate da eleição presidencial no dia 26 de setembro para o qual foram convidados todos os candidatos da eleição. Compareceram, na ocasião, os candidatos Hertz Dias, Clariana Barão, Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi e Samara Martins.[339]
Debates cancelados
Em 9 de abril, a Record havia renovado a sua parceria com o jornal O Estado de S. Paulo para a realização de debates presidenciais nos dois turnos, mantendo a tradição de fazer o encontro há uma semana antes das eleições nos dias 27 de setembro e 18 de outubro.[340] Porém, o Estadão acabaria preferindo ir para o pool da Bandeirantes.[341] Já o SBT renovou a sua parceria com a CNN Brasil para a realização de debates e ampliou o pool com o canal recém-inaugurado SBT News, além de inserir a RedeTV! e a Redevida junto com as rádios Novabrasil, Itatiaia e Catedral e os portais Metrópoles, Exame e Terra e o canal fast Veja+TV na cobertura pelos dois turnos, utilizando o título "Momento da Decisão".[342] Em 8 de setembro, contudo, o pool de veículos do "Momento da Decisão" cancelou o debate presidencial previsto para o dia 14 de setembro, após a ausência de confirmação da presença de Lula e Flávio Bolsonaro no prazo determinado.[343]
A TV Globo manteve-se sozinha na realização dos debates, com a tradição de realizar o do primeiro turno a 72 horas da votação nas urnas e do segundo turno com 48 horas de antecedência, com retransmissão na GloboNews e no G1. Pela primeira vez, a emissora tomou a iniciativa de suspender a exibição da novela das nove para pôr o debate em horário mais nobre, além de realizar sabatinas avulsas como um programa a parte do Jornal Nacional.[344][345][346] Contudo, o debate do 1.º turno, que iria ao ar em 1.º de outubro, foi cancelado no mesmo dia, pelo fato de a emissora discordar de duas ações no TSE acerca das regras.[347]
| Data | Organização | Mediadores | Candidatos[b] | Ref. | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lula | Renan | Hertz | Edmilson | Flávio | Clariana | Rui | Zema | Grassi | Caiado | Cury | Samara | ||||
| 23/08 | Grupo Bandeirantes,[c] TV Cultura, Estadão, TV Gazeta e Grupo Jovem Pan[d] | Adriana Araújo e Eduardo Oinegue |
Ausente | Presente | Não convidado |
Não convidado |
Ausente | Não convidada |
Não convidado |
Ausente | Não convidado |
Presente | Presente | Não convidada |
[350] |
| 14/09 | Consórcio "O Momento da Decisão"[e] | Cancelado | [342][343] | ||||||||||||
| 18/09 | Inteligência Ltda, Metrópoles e G4 | Rogério Vilela | Ausente | Ausente | Não convidado |
Não convidado |
Ausente | Não convidada |
Não convidado |
Presente | Não convidado |
Ausente | Presente | Presente | [333] |
| 21/09 | Flow Podcast e Kwai | Igor Coelho | Ausente | Ausente | Não convidado |
Não convidado |
Ausente | Não convidada |
Não convidado |
Presente | Não convidado |
Presente | Presente | Não convidada |
[337] |
| 23/09 | Veja+TV e Rede Brasil | Marcela Rahal | Ausente | Ausente | Não convidado |
Não convidado |
Ausente | Não convidada |
Não convidado |
Presente | Não convidado |
Presente | Ausente | Não convidada |
[338] |
| 26/09 | MyNews, Kritikê Podcast e Podcast 3 Irmãos | Mário Speziano, Roberto Andrade, Rodrigo Arantes e Fabio Vigário |
Ausente | Ausente | Presente | Ausente | Ausente | Presente | Presente | Ausente | Presente | Ausente | Ausente | Presente | [339] |
| 27/09 | Grupo Record[f] | Cancelado | [351] | ||||||||||||
| 01/10 | Grupo Globo[g] | [352][347] | |||||||||||||
Segundo turno
| Data | Organização | Mediadores | Candidatos | Ref. | |
|---|---|---|---|---|---|
| Lula | Flávio | ||||
| 11/10 | Grupo Record[f] | Cancelado | [353] | ||
| 15/10 | Consórcio "O Momento da Decisão"[e] | [354] | |||
| 18/10 | Grupo Bandeirantes,[c] TV Cultura, Estadão, TV Gazeta e Grupo Jovem Pan[d] | Adriana Araújo e Eduardo Oinegue |
Presente | Presente | [355] |
| 23/10 | Grupo Globo[g] | César Tralli | Presente | Presente | [355] |
Apoios no segundo turno
- Partidos
- Podemos[356]
- Progressistas[357]
- Republicanos
- União Brasil[357]
- Movimento Democrático Brasileiro (17 diretórios estaduais)[358]
- Políticos
- Michel Temer, 37.º presidente do Brasil.[359]
- Augusto Cury, terceiro lugar no primeiro turno.[360]
- Ronaldo Caiado, quinto lugar no primeiro turno.[361]
- Romeu Zema, sexto lugar no primeiro turno.[362]
- Clariana Barão, nono lugar no primeiro turno.[363]
- Wilson Grassi, décimo primeiro lugar no primeiro turno.[364]
- Celina Leão, governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição.[365]
- Cleitinho Azevedo, governador eleito de Minas Gerais.[366]
- Eduardo Riedel, governador reeleito de Mato Grosso do Sul.[366]
- Otaviano Pivetta, governador reeleito de Mato Grosso.[366]
- Daniel Santos, governador eleito do Pará.[366]
- Sergio Moro, governador eleito do Paraná.[366]
- Marcos Rogério, governador eleito de Rondônia.[366]
- Arthur Henrique, governador eleito de Roraima.[366]
- Luciano Zucco, governador eleito do Rio Grande do Sul.[366]
- Jorginho Mello, governador reeleito de Santa Catarina.[366]
- Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo.[366]
- Douglas Ruas, governador eleito do Rio de Janeiro.
- Daniel Vilela, governador reeleito em Goiás.[367]
- Mailza Assis, governadora do Acre.
- Lahesio Bonfim, senador eleito pelo Maranhão.[368]
- Gustavo Gayer, senador eleito por Goiás.[369]
- Michelle Bolsonaro, senadora eleita pelo Distrito Federal.[370]
- Guilherme Derrite, senador eleito por São Paulo.[371]
- André do Prado, senador eleito por São Paulo.[372]
- Alan Rick, senador pelo Acre.
- Tereza Cristina, senadora pelo Mato Grosso do Sul.
- Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba.[373]
- Lorenzo Pazolini, candidato ao governo do Espírito Santo.
- Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo.
- Ratinho Junior, governador do Paraná.[374]
- ACM Neto, vice-presidente do União Brasil.[375]
- João Doria, ex-governador de São Paulo.[376]
- Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro de Estado dos Governos Lula 1 e 2 e Dilma.[377]
- Roberto Mangabeira Unger, filósofo e ex-ministro de Assuntos Estratégicos.[377]
- Partidos
- Partido Comunista Brasileiro
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado[378]
- Unidade Popular
- Movimento Democrático Brasileiro (10 diretórios estaduais)[358]
- Políticos
- José Sarney, 31.° presidente do Brasil.[379]
- Dilma Rousseff, 36ª presidente do Brasil[380]
- Samara Martins, sétimo lugar no primeiro turno.
- Edmilson Costa, décimo lugar no primeiro turno.
- Erika Hilton, deputada federal por São Paulo.[381]
- Hertz Dias, oitavo lugar no primeiro turno
- João Campos, presidente nacional do PSB.[382]
- Elmano de Freitas, governador reeleito no Ceará.[383]
- Fábio Mitidieri, governador reeleito no Sergipe.[384]
- Jerônimo Rodrigues, governador reeleito na Bahia.[385]
- Rafael Fonteles, governador reeleito no Piauí.[386]
- Lucas Ribeiro, governador reeleito na Paraíba.[387]
- Jaques Wagner, senador reeleito pela Bahia.[387]
- Rui Costa, senador eleito pela Bahia.[387]
- Cid Gomes, senador reeleito pelo Ceará.[383]
- Luizianne Lins, senadora eleita pelo Ceará.[383]
- João Azevêdo, senador eleito pela Paraíba.[387]
- Humberto Costa, senador reeleito por Pernambuco.[382]
- Marília Arraes, senadora eleita por Pernambuco.[382]
- Marília Campos, senadora eleita por Minas Gerais.[387]
- Marcelo Castro, senador reeleito pelo Piauí.[387]
- Rogério Carvalho, senador reeleito por Sergipe.[387]
- Samanda Alves, senadora eleita pelo Rio Grande do Norte.[387]
- Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte.[387]
- Camilo Santana, senador pelo Ceará.[383]
- Evandro Leitão, prefeito de Fortaleza.[383]
- Guilherme Cortez, deputado eleito em São Paulo.[388]
- Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro.[389]
- Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça.[390]
- Daniella Ribeiro, senadora pela Paraíba.[391]
- Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba.[392]
- Flávio Arns, senador pelo Paraná.
- Gustavo Fruet, ex-deputado federal pelo Paraná.
- João Amoêdo, fundador do partido NOVO e ex-candidato a presidência em 2018[393]
- Joice Hasselmann, ex-líder do Governo Bolsonaro no Congresso Nacional[394]
- Helder Barbalho, senador eleito pelo Pará[395]
- Igor Normando, prefeito de Belém[396]
- Jader Filho, deputado federal eleito pelo Pará e ex-Ministro das Cidades.
- Partidos
- Partido Missão[397]
- Partido Social Democrático[398]
- Democrata
- Partido da Social Democracia Brasileira
- Partido da Causa Operária[399]
- Partido Renovador Trabalhista Brasileiro[400]
- Políticos
- Renan Santos, quarto lugar no primeiro turno.[397]
- Rui Costa Pimenta, décimo segundo lugar no primeiro turno.
- Raquel Lyra, governadora reeleita em Pernambuco.[401]
- Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB.
- Eduardo Braide, governador eleito do Maranhão.
Resultado
| Candidatos | Vices | Votação[402][403] | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1.º turno 4 de outubro |
2.º turno 25 de outubro | ||||||
| Total | Porcentagem | Total | Porcentagem | ||||
| Lula da Silva (PT) |
Geraldo Alckmin (PSB) |
53 879 538 | 45,16% | 64 256 232 | 51,79% | ||
| Flávio Bolsonaro (PL) |
Alfredo Gaspar (PL) |
56 104 503 | 47,03% | 59 826 041 | 48,21% | ||
| Augusto Cury (Avante) |
Júlio Delgado (Avante) |
3 448 569 | 2,89% | Não participaram | |||
| Renan Santos (MISSÃO) |
Coronel Medina (MISSÃO) |
2 675 887 | 2,24% | ||||
| Ronaldo Caiado (PSD) |
Gilberto Kassab (PSD) |
2 605 148 | 2,18% | ||||
| Romeu Zema (NOVO) |
Eduardo Girão (NOVO) |
326 488 | 0,27% | ||||
| Samara Martins (UP) |
Raquel Brício (UP) |
122 911 | 0,10% | ||||
| Hertz Dias (PSTU) |
Vanessa Portugal (PSTU) |
43 103 | 0,04% | ||||
| Clariana Barão (DC) |
Fabiana Torquato (DC) |
40 043 | 0,03% | ||||
| Edmilson Costa (PCB) |
Cleusa Santos (PCB) |
22 693 | 0,02% | ||||
| Wilson Grassi (Democrata) |
Suêd Haidar (Democrata) |
16 881 | 0,01% | ||||
| Rui Costa Pimenta (PCO) |
Antônio Carlos (PCO) |
15 024 | 0,01% | ||||
| Total de votos válidos | 119 300 788 | 95,23% | 124 082 273 | 96,76% | |||
| Votos nulos | 3 674 249 | 2,93% | 2 723 305 | 2,12% | |||
| Votos em branco | 2 300 798 | 1,84% | 1 430 496 | 1,12% | |||
| Total | 125 275 835 | 78,92% | 128 236 074 | 80,78% | |||
| Abstenções | 33 469 244 | 21,08% | 30 509 005 | 19,22% | |||
| Eleitores aptos a votar | 158 745 502 | ||||||
Ver também
Notas e referências
Notas
- ↑ A Emenda Constitucional n.º 111, de 2021, promulgada em 28 de setembro, alterou a data da posse presidencial para 5 de janeiro, a partir de 2027 (Art. 4º).[6][7]
- ↑ Constam na tabela os candidatos que, conforme a legislação, devem ser obrigatoriamente convidados a participar dos debates (Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury), bem como os postulantes chamados ao menos uma vez a comparecer em algum deles.[348][349] Os candidatos estão organizados em ordem numérica dos números eleitorais de seus partidos. Além disso, a tabela está sujeita a modificações caso um novo candidato que, presentemente, não consta nela seja convidado para um dos encontros.
- 1 2 Representantes do Grupo Bandeirantes: Band, Bandeirantes, BandNews FM, BandNews TV e Band.com.br.
- 1 2 Representantes do Grupo Jovem Pan: Jovem Pan News, Jovem Pan FM, TV Jovem Pan News e Jovem Pan.
- 1 2 Composto por CNN Brasil, Exame, SBT/SBT News, Metrópoles, Novabrasil, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Redevida, Terra e Veja+TV
- 1 2 Representantes do Grupo Record: Record, Record News e R7.
- 1 2 Representantes do Grupo Globo: TV Globo, GloboNews, CBN e G1.
Referências
- ↑ «Eleições 2026: veja as datas do primeiro e segundo turno». O Globo. 21 de agosto de 2026. Consultado em 23 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2026
- 1 2 3 Artigo 77 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Constituição de República Federativa do Brasil de 1988 "A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente"
- ↑ Barreto, Kellen; Calzolari, Isabella (25 de outubro de 2026). «Em virada histórica, Lula derrota Flávio Bolsonaro e chega ao quarto mandato como presidente». g1. Consultado em 26 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2026
- ↑ Rossi, Marina (26 de outubro de 2026). «Lula conquista virada inédita e terá quarto mandato como presidente do Brasil». BBC News Brasil. Consultado em 26 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2026
- ↑ «Reeleito, Lula tem a maior votação a presidente da história do Brasil». G1. 25 de outubro de 2026. Consultado em 26 de outubro de 2026
- ↑ «Promulgada emenda constitucional da reforma eleitoral». Senado Notícias. 28 de setembro de 2021. Consultado em 29 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de maio de 2026
- ↑ Brasil, Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. Altera a Constituição Federal para disciplinar a realização de consultas populares concomitantes às eleições municipais, dispor sobre o instituto da fidelidade partidária, alterar a data de posse de Governadores e do Presidente da República e estabelecer regras transitórias para distribuição entre os partidos políticos dos recursos do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e para o funcionamento dos partidos políticos.. Diário Oficial da União, Brasília, v. CLIX, n. 185, p. 1-2, 29 de setembro de 2021.
- ↑ «Big techs nas eleições: quando o algoritmo vira protagonista da disputa"». CBN Paraíba. 27 de outubro de 2026. Consultado em 28 de outubro de 2026
- ↑ Rodrigues, Giovanna (26 de outubro de 2026). «CEO da AtlasIntel diz que pesquisas superestimaram Flávio por medo de CPI». Política. Consultado em 28 de outubro de 2026
- ↑ «George Avelino, cientista político, diz que o movimento das ruas pró Lula lembrou a campanha Diretas Já». O Globo. 26 de outubro de 2026. Consultado em 28 de outubro de 2026
- ↑ Lemos, Vinícius (28 de outubro de 2026). «O que explica a virada histórica de Lula no segundo turno». Deutsche Welle. Consultado em 30 de outubro de 2026
- ↑ Nani, Lívia (26 de outubro de 2026). «Virada nas urnas: os 5 fatores que explicam a vitória de Lula no segundo turno». O Globo. Consultado em 30 de outubro de 2026
- ↑ Pina, Rute (26 de outubro de 2026). «Do 'risco-Flávio' à campanha de mobilização: 4 trunfos usados por Lula para virar o jogo no 2º turno». BBC News Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2026
- ↑ «Eleições 2026: veja todos os candidatos à Presidência oficializados até agora». 4 de agosto de 2026. Consultado em 6 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2026
- 1 2 «Eleições têm 12 candidaturas na disputa pela Presidência da República». Justiça Eleitoral. Consultado em 13 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2026
- ↑ «Lula vence o segundo turno e volta para o terceiro mandato de presidente». G1. 30 de outubro de 2022. Consultado em 7 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 15 de maio de 2026
- ↑ «Lula é eleito novamente presidente da República do Brasil». Tribunal Superior Eleitoral (Nota de imprensa). 30 de outubro de 2022. Consultado em 6 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ Falcão, Márcio; Vivas, Fernanda; Barbiéri, Luiz Felipe; Turollo Jr, Reynaldo; Ferreira, Afonso; Amato, Fábio (11 de setembro de 2025). «Trama golpista: veja as penas de prisão e as multas para cada um dos condenados». G1. Consultado em 5 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2026
- ↑ «Em carta, Bolsonaro confirma pré-candidatura de Flávio à Presidência da República em 2026». G1. 25 de dezembro de 2025. Consultado em 22 de abril de 2026. Cópia arquivada em 29 de abril de 2026
- ↑ «Long-term unemployment hits record low, IBGE says». valorinternational (em inglês). 14 de maio de 2026. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Endividamento bate recorde e chega a 82%, diz CNC». G1. 6 de agosto de 2026. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Casas Bahia, Habib's e Braskem: o que explica a onda de recuperações». G1. 28 de agosto de 2026. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Alimentos sobem 1,65% e têm maior inflação para maio em 18 anos». Folha de S.Paulo. 12 de junho de 2026. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «COP30 encerra com metas de 122 países definidas e nova sede oficializada». CNN Brasil. 23 de novembro de 2025. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Trade Pressure and Political Intervention Converge in U.S.-Brazil Relations». WOLA (em inglês). Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Secretaria de Políticas Digitais ficará na Secom, diz ministro». Valor Econômico. 1 de janeiro de 2023. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Decreto sobre regulação de redes sociais vira novo embate entre poderes». CNN Brasil. 5 de junho de 2026. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ Paulo, ACSP-Associação Comercial de São. «Senado aprova PEC do Teto dos Gastos Públicos». Diário do Comércio. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ Portela, Maria Eduarda (31 de agosto de 2025). «Vídeo: governo Lula lança novo slogan em ação em defesa da soberania». Metrópoles. Consultado em 4 de setembro de 2026
- ↑ «Legal Research Guide: Brazil – The Executive Branch». Library of Congress. Consultado em 2 de julho de 2019. Cópia arquivada em 26 de junho de 2019
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Ligações externas
- Eleições 2026 na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)